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Prefeitura fará nova licitação para realizar obra da avenida Ceará

Consórcio Farrapos não aceitou os novos preços decorrentes da mudança de metodologia para o trabalho

A prefeitura de Porto Alegre realizará uma nova licitação para executar a trincheira da avenida Ceará, após o consórcio Farrapos não ter aceitado os novos preços decorrentes da alteração da metodologia para a construção da obra. O novo edital será publicado em novembro com previsão de ordem de início para janeiro de 2015. A obra, localizada na zona Norte da cidade, integra uma das cinco intervenções ao longo da Terceira Perimetral e terá 315 metros de extensão e nove de largura. Atualmente apresenta 20% de execução e o cronograma prevê 18 meses para implantação.

Os valores já estavam ajustados entre a prefeitura, a Caixa Econômica Federal e Tribunal de Contas (TCE). Devido a nova metodologia a obra ficou R$ 5 milhões mais cara. O investimento total é de R$ 35 milhões e o edital será lançado para R$ 30 milhões, levando em consideração que uma parte da obra já foi executada. Ela esteve parada por quatro meses, enquanto estavam sendo realizados testes.

De acordo com o responsável pelas obras de mobilidade urbana de Porto Alegre, o engenheiro Rogério Baú, o projeto básico apresentava solução da estabilização das paredes. No entanto, em testes realizados, não se obteve estabilização estrutural, devido ao nível do lençol freático.

Em função disso, a solução alternativa, que foi detalhada em projeto executivo, prevê a execução de paredes-diafragma estabilizadas com estroncas utilizadas como solução de contenção. A adoção dessa metodologia executiva exige o uso de equipamento de escavação de grande porte, com aproximadamente 22 metros de altura.

Porém, por estar localizada próxima à cabeceira da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a Infraero e o Comando Aéreo Regional da Aeronáutica (V Comar) impuseram restrição de horário de funcionamento do equipamento de escavação. Por questões de segurança o turno da noite foi liberado para o funcionamento da máquina. “Além dos novos serviços de engenharia, o aditamento contratual também contemplava o preço da mão-de-obra em horário noturno, muito mais caro”, afirmou Baú.