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Prefeitura não negocia "corte do ponto" e municipários projetam manutenção da greve

Executivo ofereceu aumento maior na primeira parcela do reajuste salarial negociado

Executivo ofereceu aumento maior na primeira parcela do reajuste salarial negociado
Executivo ofereceu aumento maior na primeira parcela do reajuste salarial negociado Foto : Joel Vargas/PMPA/Divulgação CP
Após nova reunião, entre o fim da tarde e início da noite desta segunda-feira, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) acredita que a prefeitura mantém uma "queda de braço" com a categoria. Apesar do avanço do executivo, ao oferecer um aumento inicial de 4% (antes era 3,5%) no parcelamento do reajuste de 8,17% já oferecido. O aspecto em que nenhum dos lados aceita ceder é o corte no ponto.

Segundo a diretora geral do Simpa, Debora Carvalho Xavier, o avanço foi muito pequeno e a situação do ponto, inaceitável. "É importante frisar que não queremos o abono de faltas, queremos a compensação dos dias, mas o executivo não aceitou negociar", explicou. A categoria vai realizar assembleia na manhã desta terça-feira e a previsão é de que a paralisação continue. "A prefeitura acenou com enviar algum timo de mudança por escrito, ficaremos no aguardo para analisar", comentou Debora.

"Aí não tem preocupação com a população, pois queremos compensar os serviços e a prefeitura cortar os dias", avaliou a representante sindical. Ela lembrou que questões do plano de carreira também seguem em aberto, com o Executivo aceitando analisar apenas a partir de agosto, para o orçamento de 2016.

O vice-prefeito, Sebastião Melo, destacou o esforço do governo ao analisar todas as possibilidades orçamentárias. "Nesse sentido, foi apresentada uma nova proposta de pagamento da inflação em três parcelas: 4% retroativo a maio, 2% em dezembro e 1,97% em março", listou nota da prefeitura. “O governo está sendo transparente. Nós não daremos a nossa palavra para o que não podemos cumprir”, justificou Melo, reafirmando a questão da discussão sobre as progressões. Melo sugeriu que em setembro seja definido um calendário de pagamento.

Mais cedo, grevistas interromperam a sessão da Câmara de Vereadores da Capital, exigindo intercessão do Legislativo para a retomada do diálogo com a Prefeitura. O município cancelou a reunião da tarde alegando que o Sindicato descumpriu acordo anterior e voltou a bloquear o prédio da Administração Municipal. O presidente da Câmara, Mauro Pinheiro (PT), recebeu o grupo e acordou a reunião do fim da tarde, com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo e o líder do governo na Câmara, vereador Kevin Krieger (PP).

Pela manhã, municipários e Prefeitura chegaram a um acordo sobre o projeto de lei que define o chamado “Efeito Cascata”. Os dois lados começaram, na sexta-feira, a elaborar um texto que resolva o impasse sobre salários e benefícios. Na semana passada, a administração municipal retirou a proposta em tramitação na Câmara Municipal e que era um dos principais motivos do início da paralisação. Nesta terça-feira a greve completará 14 dias.