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Prefeitura não negociará enquanto serviços assistenciais forem afetados, diz Fortunati

Paralisação dos municipários prejudicou trabalhos da Fasc e DMLU em Porto Alegre

Prefeitura não negociará enquanto serviços assistenciais forem afetados, diz Fortunati
Prefeitura não negociará enquanto serviços assistenciais forem afetados, diz Fortunati Foto : Luciano Lanes / PMPA / Divulgação / CP
* Com informações de Lucas Rivas

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, afirmou que não vai negociar com os municipários de Porto Alegre desde que ocupações ou obstruções que prejudiquem o funcionamento de serviços públicos sejam realizadas por grevistas. A afirmação foi dada neste sábado, um dia após os servidores terem interditado e posteriormente liberado o prédio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), na avenida Ipiranga, na Capital. Na sexta-feira, a Justiça determinou a reintegração de posse imediata da Fasc.

Paralisados desde à terça-feira passada, parte dos municipários também havia bloqueado a estação de transbordo do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), localizado na Lomba do Pinheiro, prejudicando a coleta de lixo noturna em 44 localidades. O serviço deve ser totalmente normalizado neste sábado.

José Fortunati garante reconhecer o movimento grevista, porém foi enfático ao advertir que as negociações não serão retomadas, caso bloqueios que afetem diretamente o serviço público sejam mantidos. “Enquanto eles continuarem ocupando prédios da assistência social impedindo que a gente alimente 400 crianças, por dia, enquanto invadirem gabinetes de secretários e causarem danos ao serviço público não tem negociação. Infelizmente, eu percebo que uma minoria radicalizou o processo e está tomando estas medidas que são abruptas e violentas contra o interesse público”, frisa.

Por unanimidade, os municipários decidiram prorrogar até terça-feira da semana que vem, a paralisação geral da categoria. A decisão foi tomada, na quinta-feira, em um encontro que reuniu mais de 1,5 mil servidores no Parque da Harmonia. Na terça-feira, uma assembleia ocorrerá no local.

Para a entidade, a oferta da Prefeitura, que prevê repor a inflação de forma parcelada, com último repasse em março de 2017, ficou aquém das expectativas. A categoria exige a reposição da inflação de 9,28% de forma integral. Os trabalhadores também exigem que o valor do vale-alimentação suba de 17 reais para 22 reais. Atualmente, a Prefeitura emprega mais de 20 mil servidores.