“Quem está pagando a conta desta greve é a população mais carente, a população que mais precisa de ônibus”, afirmou Fortunati, no Centro Integrado de Comando. “Este percentual afronta a um direito constitucional de quem precisa ir e vir”, acrescentou o prefeito, justificando o pedido por considerar que a circulação de ônibus é um “serviço essencial à população”.
O prefeito classificou como estranha a forma de como a paralisação foi concebida. “A minha estranheza, como sindicalista que fui, é que a greve acontece sem qualquer piquete”, observou ele, que afirmou que a prefeitura não irá interferir na negociação entre a categoria e o sindicato patronal. “Estamos diante de uma greve que se coloca funcionários de um lado e patrões de outro”, salientou.
Fortunati lembrou que a categoria tem data-base em janeiro que a negociação costuma ocorrer entre dezembro e janeiro. O prefeito destacou ainda que os rodoviáiros de Porto Alegre têm o segundo maior salário do Brasil, abaixo apenas de São Paulo.
Seopa deixa frota à disposição e Força Sindical sugere catraca livre
Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) informou que os ônibus continuarão à disposição amanhã para que 100% da frota saia para operação. Já a Força Sindical defendeu que a prefeitura libere as catracas dos coletivos.