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Prefeitura promete avanços, mas médicos da Capital mantem indicativo de greve

Substitutivo enviado à Câmara cria novo cargo médico com vencimentos maiores na rede municipal

A prefeitura de Porto Alegre prometeu enviar à Câmara de Vereadores, até sexta-feira, um substitutivo prevendo a criação do cargo de especialista médico na rede municipal de saúde, definindo uma jornada semanal de 20 horas e incorporando o abono concedido em 2010 ao vencimento básico da categoria. A medida, que muda o Projeto de Lei em tramitação no Legislativo, não convenceu os médicos municipários e municipalizados da Capital a suspender um indicativo de greve. De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a decisão, tomada em uma assembleia-geral, na noite desta quarta-feira, foi esperar.

O prazo foi repassado como um compromisso pelo secretário municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli. "Vamos dar um voto de confiança, mas só acreditamos vendo. Na Câmara, esperamos que os vereadores mostrem que querem resolver a falta de médicos aprovando as mudanças", declararam os dirigentes do Simers, em uma nota emitida pela entidade no fim da reunião.

A baixa remuneração (piso de ingresso inferior a R$ 1,5 mil mensais) e ausência de carreira própria, de acordo com o sindicato, afastaram os médicos da rede pública de saúde, nos últimos anos. A entidade sustenta que a Operação Inverno confirmou o nível de gravidade da situação. Menos de metade das 70 vagas abertas para as contratações emergenciais para o período foi preenchida.

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