A lei que está em vigor há mais de uma década permite que as empresas de transporte coletivo mantenham um contrato com a LZ Publicidade, que faz a venda dos anúncios nos veículos. O gerente da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre, Luis Mário Magalhães Sá, fala que a receita mensal com a publicidade é de cerca de R$ 90 mil. Deste valor, 30% vai para o Centro Clínico Gaúcho, como subsídio para um plano hospitalar dos rodoviários, que arcam com a outra parte do valor.
Os 70% restantes ficam com a empresa de publicidade, como pagamento de despesas e lucro. Conforme Sá, mensalmente a prefeitura e a ATP recebem as informações sobre a venda de anúncios nos chamados "busdoors". A ATP é responsável por fiscalizar o cumprimento do acordo para repasse do percentual ao plano de saúde. O gerente destaca que, até o momento, não houve descumprimento por parte da LZ.
Além do plano hospitalar, os rodoviários contam com outro, ambulatorial, implantado posteriormente. Este permite a inclusão de dependentes e faz parte do dissídio, sendo que os custos são contabilizados na planilha de gastos das empresas, que servem para os cálculos de reajustes anuais da passagem de ônibus.