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Prefeitura quer colocar metade da frota de ônibus em operação à tarde

Motoristas alegaram medo de agressões e coletivos não deixaram garagens em Porto Alegre

Fortunati acompanha movimentação nas ruas da cidade
Fortunati acompanha movimentação nas ruas da cidade Foto : Cristine Rochol / PMPA / CP
Segundo o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, a situação nas ruas da Capital é "preocupante" nesta quinta-feira, já que nenhum ônibus circula desde a madrugada em função da greve geral convocada por centrais sindicais de todo o Brasil. Em entrevista ao Correio do Povo, o prefeito informou que está negociando com os sindicalistas para que o serviço possa funcionar com pelo menos 50% da frota no final da tarde - entre 16h30min às 19h.
 
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Fortunati reforçou que, por medo de depredações e agressões aos funcionários, os coletivos foram barrados na saída das garagens. “Eu andei pela cidade e realmente a situação é preocupante do ponto de vista da mobilidade urbana. Não conseguimos colocar o mínimo de ônibus nas ruas da cidade”, lamentou o prefeito. “Os piquetes estão muito fortes, estão ameaçando com depredações, o que ocorreu inclusive com os trens, e isso acaba prejudicando a cidade como um todo. E sem ônibus, a imensa maioria da população não consegue se deslocar”, ponderou.

Para Fortunati, o dia é atípico e a população também está receosa de sair às ruas. “Estamos com poucos veículos particulares circulando também. Certamente porque as pessoas também estão com receio. Parece um dia de feriado. Pouco movimento, poucos carros, nenhum ônibus”, descreveu.

Nas ruas, 250 agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orientam motoristas. As alternativas para os usuários do transporte público são as lotações, que funcionam de modo parcial, com tabela de horários reduzida, similar à utilizada nos domingos. Os veículos estão autorizados a transportar passageiros em pé. Já os táxis estão funcionando normalmente. Ontem, o Sindicato dos Táxistas (Sintáxi) alertou para a possível falta de veículos em função da demanda.

Justiça aguarda posição da EPTC para definir punição

Diante do descumprimento da determinação da Justiça do Trabalho, que pediu 50% da frota em circulação nos horários de pico, a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRF4), desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, disse que aguarda uma posição da EPTC para definir a punição que será aplicada. “Ontem mesmo eu pedi que a EPTC realizasse uma fiscalização. Até o final do dia, nós vamos contatá-la para ver se houve mesmo a paralisação total”, sintetizou a magistrada em entrevista à Rádio Guaíba.

A Justiça havia determinado que 50% dos coletivos da Capital operassem das 6h até 9h e das 16h30min às 19h30min. Além disso, 30% do efetivo deveria estar em operação nos demais horários. "Há uma determinação de que se não houver o cumprimento disso, tanto o sindicato dos trabalhadores quanto o sindicato das empresas devem efetuar o pagamento da multa”, reforçou. A Justiça do Trabalho previu uma multa de R$ 50 mil a quem descumprir a ordem judicial.

A respeito do pedido, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari confirmou que o relatório sobre a greve geral, o comportamento das empresas de ônibus e o impacto para a população da cidade será entregue até esta sexta-feira. "Nós estamos produzindo relatórios, que é uma determinação da sentença para informarmos toda a situação à Justiça do Trabalho. Isso será enviado até amanhã. Vamos relatar exatamente como foi o sistema de transporte público durante a madrugada e agora pela manhã", ponderou.

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