O vereador Airto Ferronato (PSB), líder de do governo na Câmara, entende que a mudança na legislação municipal é constitucional. “Isso não vai de encontro ao que a Lei Geral da Copa determina. Nós, enquanto nos candidatamos à Copa, já sabíamos de algumas exigências (da Fifa)”, justifica. O vereador ressaltou que toda Porto Alegre ganha com a Copa. “Essa Porto Alegre que é desalojada em bairro pobre vai ser realojada em residências de ótima qualidade. Ganha o pobre e o rico”, afirmou.
Meia-entrada foi mantida na Lei Geral da Copa
No entanto, para o vereador Alberto Koptike (PT), que é integrante da CCJ, acabar com a meia-entrada e permitir o consumo de álcool nos estádios é um retrocesso. “O fim da meia-entrada e a liberação de bebidas alcoólicas, que foi feita pela Assembleia Legislativa, são pontos negativos porque ferem a soberania das leis que que a sociedade já tinha tomado”, opinou.
Em 2012, a presidente da República, Dilma Rousseff, vetou um artigo da Lei Geral da Copa que tornava nulas as legislações municipais e estaduais sobre meia-entrada para estudantes.