O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, reiniciou oficialmente, nesta terça-feira, as negociações com o governo federal para a construção do metrô em Porto Alegre. Fortunati se reuniu em Brasília com o secretário adjunto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, de quem ouviu que “a presidente Dilma (Rousseff) já está estudando a matéria.”
De acordo com Fortunati, a obra depende apenas da inclusão de recursos federais para Porto Alegre no PAC da Mobilidade para sair do papel. Em contrapartida, o governo exige a formação de uma Parceria Público-Privada (PPP) para administrar o metrô, além da participação da União no projeto, sob a coordenação da prefeitura de Porto Alegre. Fortunati garantiu que já conversou com governador Tarso Genro e disse conhecer empresas interessadas no projeto.
O custo da construção do metrô na Capital é estimado em R$ 2,1 bilhão em verba da União. Para a prefeitura, cabe isentar o Imposto Sobre Serviço (ISS) das atividades relacionadas à obra. Já o governo estadual deve promover a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviço (ICMS). Além disso, durante 15 anos, a prefeitura da Capital fica incumbida de subsidiar, com um valor ainda não estimado, as operações do metrô.
O trajeto projetado tem início na Estação Triângulo, desce pela avenida Assis Brasil e passa pela Farrapos até chegar ao Mercado Público. Depois, o trajeto vai pela Borges de Medeiros em direção à Azenha. O trecho pode variar entre 12 e 15 quilômetros e o preço da tarifa deve ser o mesmo cobrado nos ônibus do transporte público de Porto Alegre. Segundo Fortunati, o secretário adjunto do PAC, Maurício Muniz, prometeu levar o projeto de construção do metrô à ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Prefeitura reabre negociações com governo federal sobre o metrô em Porto Alegre
José Fortunati se encontrou com secretário adjunto do PAC em Brasília