Chegou a 20 toneladas o volume de lixo retirado dos canais das 19 casas de bombas do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), durante a chuva da noite dessa quarta-feira, em Porto Alegre. De acordo com os diretores do DEP, Tarso Boelter, e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), André Carús, o montante equivale à carga total de cinco caminhões-caçamba.
Para Boelter, é preciso “compartilhar responsabilidades”, com a Prefeitura fazendo a limpeza dos canais e a comunidade evitando a prática. O diretor lembrou que causas combinadas podem explicar a parada de uma casa de bombas, como a falta de energia elétrica, o lixo irregular que tranca nas hélices e o superaquecimento.
Devido ao excesso de lixo, duas casas pararam ontem de funcionar, por cerca de 40 minutos, o que impediu a drenagem da água acumulada e voltou a provocar alagamento no entorno da Estação Rodoviária, no Centro, e do Tribunal de Justiça, no bairro Praia de Belas. Uma bomba nova custa em torno de R$ 600 mil em caso de reposição.
Já Carús lembrou que o DMLU recolhe aproximadamente, diariamente, 2,2 mil toneladas de lixo em Porto Alegre. “Desse total, 600 toneladas/dia são provenientes de descarte irregular. A Prefeitura gasta R$ 1,2 milhão por mês somente para recolher os resíduos descartados incorretamente”, destacou.
Prefeitura retira 20 toneladas de lixo do entorno de casas de bombas
Duas casas bombas pararam de funcionar por cerca de 40 minutos na noite dessa quarta-feira