O prefeito José Fortunati sancionou o projeto de lei que determina a manutenção de seguranças privados durante 24h nas agências bancárias e locais com caixas eletrônicos em Porto Alegre. Assim, os bancos terão três meses para colocar a normativa em prática em Porto Alegre. O Diário Oficial publica a sanção na edição desta segunda-feira. A proposta, entretanto, enfrenta resistências por parte do setor.
A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) se posicionou de forma contrária à iniciativa. Em nota, a entidade considera que a permanência de vigilantes nas áreas de autoatendimento das agências fora do horário normal de expediente bancário – inclusive no período noturno e nos sábados, domingos e feriados – não melhora a segurança e pode gerar um problema adicional. O vigilante armado e com colete balístico na sala de autoatendimento nesses períodos de baixo movimento é alvo fácil de assaltantes interessados em roubar o colete e a arma para a prática de outros crimes, defende.
A Febraban deve recorrer à Justiça para tentar impedir o cumprimento da legislação. No restante do País, sindicatos de vigilantes conseguiram a aprovação de projetos semelhantes. Já a instituição que representa os bancos defende que os investimentos em tecnologia da segurança são mais eficientes que a presença de um vigia armado no local.
Segundo levantamento feito pela Federação com 17 instituições financeiras, foram registrados em 2015 393 assaltos e tentativas de assaltos no Brasil. Esse número mostra estabilidade em relação a 2014, quando foram registrados 385 ocorrências (+2%) no ano passado. O total é inferior ao registrado em 2000, quando houve 1.903 assaltos e tentativas de assalto.
Prefeitura sanciona lei que prevê vigilantes 24h em bancos de Porto Alegre
Febraban recorrerá e alegará que situação poderá incentivar outros tipos de crime