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Prefeitura se pronunciará na semana que vem sobre obras no entorno da Arena

MP e MPC recomendaram que o prefeito se abstenha de aplicar dinheiro público no local

MP recomenda que prefeitura deixe de fazer obras no entorno da Arena
MP recomenda que prefeitura deixe de fazer obras no entorno da Arena Foto : Vinicius Roratto / CP Memória
A Prefeitura de Porto Alegre confirmou ter recebido no fim da tarde de sexta-feira as recomendações do Ministério Público (MP) e do Ministério Público de Contas (MPC) para que não execute as obras viárias e de mobilidade urbana no entorno da Arena do Grêmio. O assunto foi repassado à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que deve se manifestar sobre a recomendação no início da semana. Segundo a Prefeitura, a PGM já presta informações aos órgãos de controle sobre as obras em questão.

Nessa sexta, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e o MPC expediram o documento que sugere que as construções sejam suspensas enquanto não houver uma decisão definitiva sobre as ações civis públicas existentes.

Segundo o Ministério Público (MP), ainda não há decisões sobre o desvio de finalidade e fraude no Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e, além disso, existe um inquérito civil em andamento na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, apurando a ocorrência de atos de improbidade administrativa pela desoneração injustificada do empreendedor, no caso a empreiteira OAS, de obrigações que assumiu para obtenção do licenciamento ambiental no empreendimento.

O MP ainda reforçou que o Município de Porto Alegre firmou Termo de Compromisso com a OAS assumindo obrigações que, originalmente, eram da empreendedora, o que implica em prejuízos aos cofres públicos, segundo parecer da Divisão de Assessoramento Técnico do órgão.

Por fim, a Promotoria de Justiça e o MPC esclarecem que não há informações a respeito da inclusão das obras previstas no Termo de Compromisso no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias ou na Lei Orçamentária do Município, embora a Prefeitura tenha sido requisitada a prestar esclarecimento diversas vezes nos últimos oito meses.

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