A Prefeitura de Porto Alegre prepara pedido de liminar para solicitar à Justiça a liberação dos acessos ao prédio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). A sede, que fica na avenida Ipiranga com a rua Barão do Gravataí, no bairro Menino Deus, está bloqueada desde o início da manhã desta sexta-feira por servidores da fundação que aderem à greve dos municipários da Capital. O acesso de todos os colegas e diretores é impedido.
O presidente do órgão municipal, Marcelo Soares, justificou o pedido pela urgência em retomar serviços essenciais, como envio de alimentos para abrigos da população em situação de rua. “Respeito as manifestações e a greve, mas temos atendimentos essenciais e a população não pode ser prejudicada. Todo nosso corpo de advogados já está reunido para solicitar, ainda hoje, a reintegração”, afirmou.
Conforme os servidores que aderem à paralisação, o acolhimento nos abrigos municipais é mantido. Já a maioria dos cerca de 30 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) tem atendimentos suspensos pela falta de funcionários.
A categoria ressalta que, além de pedir a reposição salarial da inflação reivindicada por todos os servidores municipais, cobra principalmente melhores condições para prestar assistência social no município. “A população que é atendida pela Fasc já vem sentindo, há algum tempo, a falta de benefícios. A gente entende que esse governo não coloca os investimentos necessários para que façamos um atendimento de qualidade”, disse a servidora Ângela Aguiar da Silva.
A partir das 14h, outro grupo de servidores representados pelo Simpa (Sindicato dos Municipários da Capital) promove novo protesto em frente ao Paço Municipal, no Centro Histórico. A paralisação começou na última terça e terminaria ontem, mas foi prolongada, ao menos até a próxima terça-feira. A Prefeitura mantém oferta de reajuste parcelado até janeiro, deixando o último pagamento pendente para uma nova gestão eleita.
Prefeitura vai acionar Justiça para liberação de prédio da Fasc
Categoria alega que protesta por melhores condições para atender população