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Prefeitura vai acionar Justiça para liberação de prédio da Fasc

Categoria alega que protesta por melhores condições para atender população

Prefeitura vai acionar Justiça para liberação de prédio da Fasc
Prefeitura vai acionar Justiça para liberação de prédio da Fasc Foto : Guilherme Testa
A Prefeitura de Porto Alegre prepara pedido de liminar para solicitar à Justiça a liberação dos acessos ao prédio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). A sede, que fica na avenida Ipiranga com a rua Barão do Gravataí, no bairro Menino Deus, está bloqueada desde o início da manhã desta sexta-feira por servidores da fundação que aderem à greve dos municipários da Capital. O acesso de todos os colegas e diretores é impedido.

O presidente do órgão municipal, Marcelo Soares, justificou o pedido pela urgência em retomar serviços essenciais, como envio de alimentos para abrigos da população em situação de rua. “Respeito as manifestações e a greve, mas temos atendimentos essenciais e a população não pode ser prejudicada. Todo nosso corpo de advogados já está reunido para solicitar, ainda hoje, a reintegração”, afirmou.

Conforme os servidores que aderem à paralisação, o acolhimento nos abrigos municipais é mantido. Já a maioria dos cerca de 30 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) tem atendimentos suspensos pela falta de funcionários.

A categoria ressalta que, além de pedir a reposição salarial da inflação reivindicada por todos os servidores municipais, cobra principalmente melhores condições para prestar assistência social no município. “A população que é atendida pela Fasc já vem sentindo, há algum tempo, a falta de benefícios. A gente entende que esse governo não coloca os investimentos necessários para que façamos um atendimento de qualidade”, disse a servidora Ângela Aguiar da Silva.

A partir das 14h, outro grupo de servidores representados pelo Simpa (Sindicato dos Municipários da Capital) promove novo protesto em frente ao Paço Municipal, no Centro Histórico. A paralisação começou na última terça e terminaria ontem, mas foi prolongada, ao menos até a próxima terça-feira. A Prefeitura mantém oferta de reajuste parcelado até janeiro, deixando o último pagamento pendente para uma nova gestão eleita.