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Prefeitura vai contratar nova empresa para realizar coleta de lixo em São Leopoldo

Contrato de forma emergencial deve ser assinado até o final da semana

Prefeitura espera contratar nova empresa nesta semana
Prefeitura espera contratar nova empresa nesta semana Foto : Stephany Sander / Especial / CP
Até o final desta semana, a Prefeitura de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, pretende contratar uma empresa, de forma emergencial, para realizar a coleta de lixo na cidade. Desde a última quinta-feira, o serviço não vem sendo realizado pela contratada, a SL Ambiental. Os funcionários da empresa cruzaram os braços alegando falta de pagamento e assim, equipes da Secretária de Limpeza Urbana, junto com as cooperativas de reciclagem da cidade, estão fazendo a coleta de resíduos, de maneira parcial. "O volume de lixo, e a quantidade de regiões é maior do que podemos realizar, assim alguns bairros estão em atraso com o serviço", explicou o secretário Charles Pierre.

Pierre destacou que setor jurídico do município está estudando de que forma pode ser feita a contratação de uma nova responsável. "Temos todos os argumentos para tal decisão. Enquanto isso, estamos com dez equipes coletando o lixo envolvendo Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), Obras e Serviços Públicos", salientou.

Os bairros que acabaram não tendo o lixo recolhido no final de semana e registraram o maior volume de resíduos acumulados no domingo foram Cristo Rei, Padre Reus, Vicentina, Santos Dumont, Scharlau e Feitoria. Ainda na sexta-feira à noite, a juíza da 2ª Vara Civil de São Leopoldo, Cristina Lohmann, ratificou que está em vigência a decisão sobre a obrigatoriedade do recolhimento de lixo pela SL Ambiental, conforme ato proferido em outubro de 2014.

Segundo a procuradora-geral do Município, Rosângela Herzer dos Santos, a magistrada cita, ainda, que a empresa já foi intimada e está ciente da aplicação de pena de multa de R$ 50 mil por dia pela não realização de seus serviços. Além disso, foi aberta sindicância investigatória para apurar o real valor devido a SL Ambiental e o cumprimento das cláusulas contratuais, originados na concessão de concorrência pública 01/2004.

O objetivo da sindicância é apurar o valor devido à empresa, que alega a quantia de R$ 38 milhões, enquanto que a Secretaria da Fazenda confirma que o débito é de R$ 8 milhões. Conforme dados da Prefeitura, o lixo gerado em São Leopoldo soma 4 mil toneladas por mês. Conforme o diretor da SL Ambiental, Marcelo Azevedo, a empresa segue orientando seus funcionários para voltarem a trabalhar.

"O triste é não ter perspectiva de melhora deste quadro. Seria melhor a administração romper nosso contrato, assim, ao menos, a dívida não aumentaria mais", afirmou.

Em Novo Hamburgo a situação é semelhante. No dia 26 de março, quando foi assinado contrato emergencial, a empresa Sustentare Saneamento S.A passou a ser a responsável pelo serviço na cidade. A contratada, porém, ainda não conseguiu adequar suas equipes a atender todos os bairros da cidade.

"Não podíamos mais prorrogar o contrato com a antiga responsável pelo serviço e por isso tivemos que trocar de empresa. Toda a troca de um serviço ocasiona mudanças. Infelizmente, a Sustentare não conhece o município tão bem quanto a antiga empresa, mas estamos aperfeiçoando a gestão dos resíduos para que ele seja realizado de maneira integral", afirmou o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Bonatto.

Ainda segundo Bonatto, a demanda de recolhimento de lixo é histórica na cidade e, no momento, todos os bairros têm focos pontuais de acúmulo de resíduos. "Temos um total de 1,8 mil economias fixas na cidade que tem o lixo recolhido, fora os estabelecimentos comerciais e as ruas que passam pelo serviço de varrição. Temos ciência de que os profissionais da nova empresa estão se esforçando para realizar estes serviços de maneira plena", afirmou.