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Prefeitura vai cortar ponto dos grevistas da área da Saúde

Procuradoria-Geral da Capital pode entrar com ação para declarar ilegalidade da greve

Prefeitura vai cortar ponto dos grevistas da área da Saúde
Prefeitura vai cortar ponto dos grevistas da área da Saúde Foto : Vinícius Roratto
O secretário municipal de Governança Local, Cezar Busatto, deixou claro, nesta terça-feira, que a Prefeitura de Porto Alegre não trabalha com a hipótese de implantar, em um plano de carreira, a carga horária de 30 horas semanais para os servidores da área da Saúde. Segundo ele, a greve é incompreensível, já que o dissídio dos municipários foi acertado recentemente. Busatto adiantou que a administração está registando as faltas e vai descontar os dias parados do salário dos servidores.

A Procuradoria-Geral do Município pode ingressar com uma ação ordinária para que a Justiça declare em caráter liminar a ilegalidade da greve. No início da tarde, as promotoras de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos Angela Salton Rotunno e Marinês Assmann recomendaram que a Secretaria da Saúde assegure o atendimento médico durante a greve entrando, inclusive, com uma ação de inconstitucionalidade, se necessário.

Busatto lembrou, ainda, que o movimento coincide com a entrada em vigor do ponto eletrônico. Para o secretário, o Sindicato dos Municipários está radicalizando para reduzir a carga horária dos profissionais, trazendo um prejuízo direto à população. O diretor-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Mário Fernando da Silva, negou à Rádio Guaíba que a categoria seja contrária à instalação do ponto. Ele salientou que a principal reivindicação dos trabalhadores é a carga horária de 30 horas sem alteração salarial. Conforme Silva, é a carga ideal para que seja prestado um bom atendimento à população.

Nessa tarde, o secretário municipal da Saúde, Carlos Casarttelli, entregou à presidente da Câmara de Vereadores, Sofia Cavedon, o projeto que garante gratificação para os servidores que trabalhem mais de 30 horas por semana. Para os servidores da rede de atenção primária em saúde e centros de especialidades e vigilância sanitária, o índice é de 50% sobre o vencimento básico. Já os servidores da gestão da Secretaria receberão uma gratificação de 100%. Em relação à greve dos servidores, Casarttelli disse que o movimento é parcial e até o momento não trouxe prejuízos significativos ao atendimento da população.

Durante a tarde, a maioria dos Pronto-Atendimentos (PA) de Porto Alegre se manteve aberta, mas para o atendimento apenas de casos de urgência e emergência, em razão da greve. Nos postos abertos, o mínimo de 30% do quadro de profissionais em atividade, exigido por lei, foi cumprido. No PA da Vila Cruzeiro, foram registrados até às 16h cerca de 15 casos de pacientes graves. No Postão do IAPI, a Farmácia do SUS voltou a funcionar, mas os demais serviços do posto, como consultas e atendimento odontológico, se mantiveram suspensos.

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