Desde o início das mobilizações populares, grupos de vândalos tem sido responsável por ataques a prédios públicos e privados, agências bancárias e estabelecimentos comerciais da Capital. Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as perdas para o comércio ultrapassam os R$ 3 milhões. Há ainda estimativas de queda de 60% no faturamento, já que as lojas acabam fechando mais cedo em dias de manifestações.
O balanço após a mobilização dessa quinta-feira aponta quatro contêineres queimados, segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Cada equipamento de coleta automatizada de lixo tem um custo de cerca de R$ 5 mil. Os 90 equipamentos que foram retirados das ruas para coibir o vandalismo devem ser recolocados ao longo da tarde.
Manifestação começa pacífica e termina em confrontos
Pela quinta vez em duas semanas, a manifestação dessa quinta-feira começou pacífica e terminou em confronto. Desta vez, a concentração dos manifestantes foi na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Conforme estimativas da BM, a área chegou a ser ocupada por cerca de 5 mil pessoas.
A mobilização teve, inclusive, shows musicais e apresentações culturais. O governador Tarso Genro chegou a se reunir com alguns dos manifestantes para ouvir a pauta de reivindicações. Tarso prometeu dar uma resposta até o final da próxima semana e reconheceu que há neonazistas se aproveitando do movimento social para incitar conflitos e violência.
Instantes após o encontro com o governador, a confusão começou. Centenas de pessoas se dispersaram por ruas do Centro. No viaduto da avenida Borges de Medeiros, houve um conflito com a BM ainda mais forte.
Em seguida, vândalos foram à Cidade Baixa. Carros foram quebrados e outros tiveram objetos furtados. Entre os feridos, uma adolescente foi ferida e lavada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) por intoxicação de gás. Um policial militar foi atingido por uma pedra no rosto.
Prejuízos com as depredações em cinco dias de manifestações:
- 130 contêineres vandalizados e 57 inutilizados: R$ 285 mil.
- Semáforos destruídos, placas de trânsito pichadas, danos no guarda-corpo da ciclovia da avenida Ipiranga e vidros quebrados na sede da EPTC: R$ 49,5 mil.
- Ônibus novo com acessibilidade e ar condicionado: R$ 600 mil.
- Quatro ônibus depredados (já arrumados): R$ 6.540,90.
- Ataque à capatazia do DMLU: R$ 1,5 mil.
- Ataque à sede da SMJ e Telecentro Comunitário: R$ 9 mil.