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Prefeitura volta a negar reajuste pedido pelos municipários

Proposta de 7% não foi aceita pelos servidores da Capital

Prefeitura volta a negar reajuste aos municipários em greve
Prefeitura volta a negar reajuste aos municipários em greve Foto : Arthur Puls
O Comitê de Política Salarial da Prefeitura reafirmou no final da manhã desta quinta-feira aos grevistas que não há margem financeira para “engordar” a proposta de reajuste apresentada ao funcionalismo, em greve desde segunda-feira. O secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, afirmou que a proposta apresentada ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) reúne 11 benefícios e atende reivindicações históricas dos municipários, como a revisão do Plano de Carreira e assistência médica e hospitalar do IPE Saúde no prazo de 120 dias.

“Também asseguramos o pagamento de atrasados correspondentes às progressões de carreira dos períodos 2002-2004, ainda em 2011, e 2004-2006, em 2012”, ressaltou. Busatto revelou a iniciativa envolverá R$ 9 milhões e beneficiará 3,4 mil funcionários diretamente. O impacto das propostas previsto para o biênio 2011-2012 supera os R$ 230 milhões. “Avançamos no limite das nossas possibilidades”, frisou.

O secretário afirmou que o plano de investimentos do Orçamento Participativo desde ano - maior da história - totaliza R$ 260 milhões. “Os recursos serão aplicados para atender mais de 670 demandas das comunidades”, observou. Na avaliação de Busatto, elevar a oferta dos percentuais de reajuste “seria uma irresponsabilidade com a cidade, afetando serviços e investimentos em andamento”. Na manhã de hoje, durante nova reunião com os dirigentes do Simpa, o secretário fez um apelo para que os municipários retomem as atividades profissionais. “É a última possibilidade de chegarmos a um acordo”, advertiu.

Busatto disse ainda que a greve está perdendo força, assegurando que muitos servidores já voltaram ao trabalho. A diretoria do Simpa, porém, contestou a informação salientando que os funcionários de cerca de 90% das escolas e de 70% dos serviços de saúde, além dos demais setores da administração, estão paralisados. O secretário enfatizou que a proposta da Prefeitura é uma clara demonstração de valorização do quadro de servidores.

“As médias salariais dos servidores de Porto Alegre estão entre as mais altas entre as capitais, inclusive para o magistério, um dos mais bem remunerados do país”, comparou. Busatto apelou para a sensibilidade dos servidores. “Precisamos retomar os serviços públicos em sua plenitude, não prejudicando o atendimento aos porto-alegrenses”, salientou. O Comitê mantém a disposição de negociar as faltas dos servidores grevistas, por meio de compensação dos dias parados até está quinta-feira. A partir de amanhã, para preservar o serviço público, o ponto será cortado, com desconto dos salários.

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