O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) informou que os danos após a manifestação dessa quinta foram um pouco menores que das últimas vezes. No Centro, 17 lojas tiveram vidros e cortinas de ferro quebrados. No bairro Cidade Baixa, uma lojista relatou depredação na porta de entrada e queda nas vendas. Segundo o Sindilojas, prejuízo total nessa quinta foi de R$ 51 mil.
As perdas englobam depredações e saques. Além dos estabelecimentos comerciais, agências bancárias também foram danificadas. Mesmo diante da previsão de uma nova mobilização marcada para segunda-feira, a CDL orienta que os lojistas mantenham o horário de funcionamento dos estabelecimentos normalizado.
Atitude semelhante foi tomada pelo Sindilojas, ainda ontem. “Indicamos que os lojistas de toda a cidade fiquem atentos às movimentações nas proximidades de seus negócios para poderem definir o melhor horário para o encerramento das atividades”, disse a entidade em nota oficial.
Manifestação começa pacífica e termina em confrontos
Pela quinta vez em duas semanas, a manifestação dessa quinta-feira começou pacífica e terminou em confronto. Desta vez, a concentração dos manifestantes foi na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Conforme estimativas da BM, a área chegou a ser ocupada por cerca de 5 mil pessoas.
A mobilização teve, inclusive, shows musicais e apresentações culturais. O governador Tarso Genro chegou a se reunir com alguns dos manifestantes para ouvir a pauta de reivindicações. Tarso prometeu dar uma resposta até o final da próxima semana e reconheceu que há neonazistas se aproveitando do movimento social para incitar conflitos.
Instantes após o encontro com o governador, a confusão e as cenas de violência começaram. Centenas de pessoas se dispersaram por ruas do Centro. No viaduto da avenida Borges de Medeiros, houve um conflito com a BM ainda mais forte. Em seguida, vândalos foram à Cidade Baixa. Carros foram quebrados e outros tiveram objetos furtados. Entre os feridos, uma adolescente foi ferida e lavada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) por intoxicação de gás. Um policial militar foi atingido por uma pedra no rosto.