Reis disse não entender a ação da Brigada Militar (BM) que, segundo ele, apenas "apreciou" a depredação. Ele disse esperar que os órgãos de segurança pública identifiquem "os baderneiros”, já que não atuaram para conter o grupo. “A nossa Brigada Militar teve um comportamento de apreciar toda essa depredação que houve aqui: pessoas pegando tijolos, atirando nos vidros... demoliram os portões de entrada da ATP”, reclamou. Para ele há políticos infiltrados no grupo. “Figuras carimbadas nesses manifestos radicais de extrema esquerda... essas pessoas, eu não vou citá-las para não promovê-las”, justificou.
A sede da ATP fechou as portas nesta sexta-feira e só deve reabrir na segunda, quando também deve ser disponibilizado o serviço de venda de passagens na unidade móvel.
Protesto
Centenas de manifestantes encerraram, perto das 22h dessa quinta, na esquina entre as avenidas Protásio Alves e Carlos Gomes, mais um protesto contra as tarifas de ônibus na Capital desde 25 de março. A marcha saiu do auditório Araújo Vianna, na avenida Osvalo Aranha, com destino a sede da ATP. O movimento foi agendado pela rede social Facebook.
Nos atos anteriores, milhares de estudantes protestaram contra a tarifa de R$ 3,05, que vigorou por 11 dias. A Justiça já revogou o aumento e, com isso, o custo da passagem voltou a ser de R$ 2,85, desde a sexta-feira passada. “Nós estamos estudando esse processo (decisão judicial) e deveremos no início da semana que vem tomar alguma atitude”, disse Reis.