O 23º Fórum da Liberdade começou nesta segunda-feira no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Uma das principais estrelas do evento, o presidente mundial da Renault Nissan, Carlos Ghosn, fez a palestra especial de abertura. Considerado um dos mais poderosos executivos da indústria automobilística mundial, o brasileiro radicado na França foi responsável pela recuperaração da montadora japonesa Nissan.
Em inglês, o presidente da montadora falou sobre o desempenho do grupo nos últimos anos. No final da década de 90, Ghosn assumiu a missão de reerguer a montadora, que à época acumulava dívidas US$ 20 bilhões. Depois de chamar fornecedores, rever contratos e demitir 21 mil funcionários - o que lhe rendeu o apelido de "cost killer" - ele fez a companhia renascer. Hoje a empresa acumula um lucro operacional de US$ 8 bilhões. Atualmente, a Renault Nissan tem participação de 6% no mercado brasileiro automotivo.
Ghosn abordou os efeitos da crise mundial. O empresário defendeu a intervenção dos governos para salvar grandes empresas multinacionais como a GM. “A intervenção se fez necessária para a manutenção de um milhão de empregos”, disse, referindo-se à General Motors.
O executivo também analisou a situação da economia brasileira, que se fortaleceu na última década. “Hoje, o mundo está sentindo o potencial do Brasil”.
Após a palestra do executivo, ocorreu a solenidade de abertura do evento com diversas autoridades. Participaram o vice-governador, Paulo Feijó; o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati; e o presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Luiz Leonardo Fração, além de lideranças do meio empresarial.
Partindo de seis temas para entender o mundo, convidados de diversas linhas de pensamento irão abordar os temas centrais inspirados na obra de Ludwig von Mises: capitalismo, socialismo, intervencionismo, inflação, investimento estrangeiro e política e ideias.
Presidente da Renault Nissan faz palestra de abertura do Fórum da Liberdade
Evento acontece no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre