Após perder o carnaval de Porto Alegre, o presidente da Estado Maior da Restinga, Robson Dias, revelou que a quadra da escola funciona irregularmente. Ele alertou que a área na principal avenida do bairro Restinga, com 4 mil metros quadrados, não tem Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Confessou, ainda, que o fornecimento de luz se deve a um “gato”.
“Nós estamos funcionando dentro da ilegalidade e desrespeitamos pelo menos duas leis vigentes. Não temos PPCI e estamos em desconformidade com as exigências do Corpo de Bombeiros. Fora isso estamos sem ligação de energia elétrica”, detalhou Dias.
Além dos ensaios, a quadra da escola também é cedida para outros eventos, como festas e bailes realizados nos finais de semana. Nesses casos, o presidente da Tinga admite furto de energia da CEEE: “Nós realizamos o chamado gato sim e a ligação é clandestina. A própria CEEE é conhecedora dessa situação”.
O problema envolvendo a energia elétrica gera transtornos financeiros à entidade. Devido a multas e acertos de contas atrasados, a dívida da escola é de R$ 600 mil. O volume de endividamento é ainda maior se forem levadas em consideração as causas trabalhistas, o que conota a dificuldade financeira para manter um dos grupos carnavalescos mais tradicionais da Capital.
Na semana passada, bombeiros, policiais civis e militares, além de técnicos do Instituto Geral de Perícias e da CEEE fizeram uma visita surpresa na quadra da escola. O receio dos dirigentes é de que a quadra seja fechada.
Presidente da Tinga admite que quadra da escola funciona sem PPCI e tem “gato”
Escola acumula dívida de R$ 600 mil com a CEEE e rouba energia para realizar festas