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Presidente do Sindicato dos Bancários acredita em acordo para fim da greve

Juberlei Bacelo chegou a São Paulo na noite de domingo para encontro nesta segunda

A segunda-feira poderá marcar o acordo entre bancários grevistas e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Porém, mesmo com o acerto sobre os índices de reajuste e demais pautas propostas pela categoria, a greve só acabaria na quarta-feira, após a realização das assembleias-gerais nos grandes centros econômicos do país. A paralisação nacional iniciou em 29 de setembro. Fenaban e Comando Nacional dos Bancários encontram-se às 11h, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), Juberlei Bacelo, que chegou esta noite à Capital paulista, há boa expectativa de acordo. Ele diz que apesar da última proposta ter sido considerada insuficiente, a evolução no diálogo aponta para a dissolução do impasse.

No sábado, em encontro também ocorrido em São Paulo, não houve acordo. Os bancos propuseram-se a pagar o reajuste de 9,82% para trabalhadores que recebem o piso da categoria. Apresentaram o índice de 6,5% para quem ganha até R$ 4,1 mil e o aumento nominal de R$ 266,50 para os salários superiores. O pedido dos bancários é de 11%. Bacelo afirma que a nova proposta desta segunda-feira deverá ser submetida ao coletivo em assembleia-geral. “Em Porto Alegre, teremos encontro na segunda. Já São Paulo se reúne na quarta, após o feriado. Por isso, o fim da greve só acontece depois da avaliação positiva da proposta em todo Brasil”, antecipou.

Na Capital gaúcha, o resultado do encontro será avaliado a partir das 15h, no Clube do Comércio. O presidente do Sindbancários alerta ainda para o fato de que a eventual aceitação da proposta incidirá inicialmente sobre a decisão dos trabalhadores do sistema privado. Outro passo da negociação, segundo Bacelo, será sobre reajuste para os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Para ele, a tendência é de que a negociação com BB e CEF acompanhe o acerto com os privados, como tem ocorrido nos últimos anos.