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Presidente do Sindimetrô diz que multa por paralisação é injusta

Sindicato só recebeu hoje notificação obrigando os funcionários a trabalhar em horário de pico

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Renato Schuster, recebeu às 9h30min desta quinta-feira a notificação do Ministério Público do Trabalho multando a entidade em R$ 30 mil para cada horário de pico sem funcionamento dos trens. Para Schuster, a multa é uma penalidade aos trabalhadores e quem tinha de ser punida é a Trensurb por demorar 150 dias para se manifestar a respeito das solicitações do Sindimetrô. “Eu não imaginava que o trabalhador fosse punido por fazer greve. Acho injusto um funcionário que trabalha em serviços essenciais ser penalizado”, criticou.

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• Trensurb descontará o ponto de quem não for trabalhar


A lei que regulamenta as greves no País prevê que os sindicatos que não mantiverem 30% do efetivo em serviços essenciais devam ser punidos. A paralisação continua pelo menos até as 14h, quando haverá assembleia no refeitório da Trensurb. Pela última proposta da empresa, será feito um reajuste salarial de 6,36%, conforme requerido pelos funcionários, e será mantida a atual escala de trabalho para aqueles que contestaram na Justiça as mudanças.

Para os demais, o regime oferecido é de quatro dias trabalhados e duas folgas, seguidos de seis dias trabalhados e quatro folgas. Conforme o Sindimetrô, essa escala, por ser fixa, retira o adicional noturno e anula o reajuste. Além disso, eles alegam que o regime aumenta em quatro horas por semana o tempo de serviço, o que é negado pela Trensurb.

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