A Polícia Civil deteve e encaminhou para o regime fechado, no Presídio Central, dois apenados com tornozeleira eletrônica suspeitos de terem executado um desafeto, no fim do ano passado, no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos nas imediações do Porto Seco e do bairro Rubem Berta, zona Norte da Capital. Um dos presos foi detido enquanto fazia aulas teóricas em um Centro de Formação de Condutores (CFC).
Conforme o delegado João Paulo de Abreu, as tornozeleiras eletrônicas permaneceram desligadas no momento do crime, em 30 de dezembro. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) já foi notificada, mas ainda não soube detalhar a falha técnica. A suspeita é de que o sinal das tornozeleiras tenha sido bloqueado no momento do crime. “A Susepe ainda não definiu se foi um problema técnico ou provocado de forma voluntária pelos suspeitos”, disse Abreu.
A dupla tem extensa ficha criminal e cumpria pena no regime semi-aberto por tráfico de drogas. Além deles, o revólver calibre 38 supostamente utilizado no crime foi recolhido. De acordo com a investigação, a dupla matou a tiros Gustavo Henrique da Silva Lima. O delegado detalhou que um dos suspeitos e a vítima tinham um filho cada, com a mesma mulher.
Presos detentos com tornozeleira suspeitos de assassinato, em Porto Alegre
Equipamento falhou no momento do crime, segundo investigação da Polícia Civil