A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira mais dois envolvidos no caso do homem que foi torturado e queimado vivo até a morte pela própria facção criminosa a que pertencia no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. A segunda fase da operação Matriarcado foi deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ªDPHPP) sob comando do delegado Guilherme Gerhardt.
Cerca de 130 agentes cumpriram 23 mandados judiciais desde o começo da manhã desta segunda. Em consequência da primeira etapa da ação deflagrada no dia 17 de março, 15 pessoas haviam sido presas na época. No total, foram apontados 22 criminosos que participaram do crime registrado entre o final da tarde e início da noite de dia 13 de janeiro deste ano no bairro Bom Jesus. A execução ficou registrada nas imagens de uma câmera de monitoramento nas proximidades do local, junto a um matagal na rua José Albano Volkmer, no bairro Jardim do Salso.
O trabalho investigativo da 1ª DPHPP apurou que integrantes da facção decidiram executar o homem depois que ele foi denunciado por um suposto estupro da própria filha adolescente. Conforme a Polícia Civil, todos atuaram no “tribunal do tráfico”, sentenciando à morte o indivíduo, respondem por homicídio triplamente qualificado por meio cruel, recurso que impossibilitou defesa da vítima e motivo torpe, tortura, organização criminosa e corrupção de menores. Nas investigações foi apurado que o assassinato foi autorizado por um dos líderes da facção criminosa que encontra-se recolhido na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso, desde a operação Pulso Firme em julho de 2017.