Conforme Herbstrith, depois dos depoimentos dos nove presos, seguem os trabalhos com a análise da documentação apreendida e novas oitivas que se façam necessárias. Nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 29 de junho, quando a operação foi deflagrada. A investigação começou há seis meses e deve ser concluída no fim de setembro.
Lucro atinge a casa dos milhões
A quadrilha agia em pelo menos 12 cidades do Sul do País participando de leilões municipais, principalmente de máquinas agrícolas, tratores, ônibus e caminhões. O promotor afirmou que o lucro indevido dos investigados "chega à casa dos milhões de reais". O grupo vai ser denunciado por fraude e formação de quadrilha.
A investigação revelou que os envolvidos convenciam interessados em bens colocados em leilão a não participarem dos procedimentos. Com isso, os produtos eram arrematados pelo valor de avaliação, ou seja, pelo lance mínimo, dado pela quadrilha. Depois, o grupo fazia um segundo leilão entre os interessados em adquirir o bem. A diferença entre as duas cotações era dividida entre os investigados.
O MP descobriu, ainda, que quando o bando não conseguia convencer um interessado no bem a não participar do leilão promovido pelo município, oferecia lances apenas para aumentar o valor e prejudicá-lo. O produto, no entanto, não era retirado, forçando um novo leilão.