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Presos na Operação Lance Final são liberados

Mandados de prisão temporária perderiam efeito hoje

Os nove presos na Operação Lance Final, realizada pelo Ministério Público gaúcho (MP) para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar leilões em municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, foram soltos na tarde dessa quinta-feira. De acordo com o promotor Ricardo Herbstrith, não havia mais razão para que as prisões fossem mantidas. Os mandados de prisão temporária perderiam o efeito nesta sexta-feira.

Conforme Herbstrith, depois dos depoimentos dos nove presos, seguem os trabalhos com a análise da documentação apreendida e novas oitivas que se façam necessárias. Nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 29 de junho, quando a operação foi deflagrada. A investigação começou há seis meses e deve ser concluída no fim de setembro.

Lucro atinge a casa dos milhões

A quadrilha agia em pelo menos 12 cidades do Sul do País participando de leilões municipais, principalmente de máquinas agrícolas, tratores, ônibus e caminhões. O promotor afirmou que o lucro indevido dos investigados "chega à casa dos milhões de reais". O grupo vai ser denunciado por fraude e formação de quadrilha.

A investigação revelou que os envolvidos convenciam interessados em bens colocados em leilão a não participarem dos procedimentos. Com isso, os produtos eram arrematados pelo valor de avaliação, ou seja, pelo lance mínimo, dado pela quadrilha. Depois, o grupo fazia um segundo leilão entre os interessados em adquirir o bem. A diferença entre as duas cotações era dividida entre os investigados.

O MP descobriu, ainda, que quando o bando não conseguia convencer um interessado no bem a não participar do leilão promovido pelo município, oferecia lances apenas para aumentar o valor e prejudicá-lo. O produto, no entanto, não era retirado, forçando um novo leilão.

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