De acordo com o delegado regional Irineu Koch, na sexta-feira uma sacola foi arremessada sobre o telhado da penitenciária. No interior do compartimento havia uma massa cinzenta que, segundo a polícia, pode ser um agente explosivo. No sábado, após o serviço de inteligência do órgão receber informação de que mais objetos do mesmo tipo de composição já havia entrado na casa prisional, os agentes realizaram uma varredura em uma das seis galerias, onde há 75 presos, e encontraram, além da massa cinzenta, fios, jogados no vaso sanitário com a chegada da equipe. Ainda assim foi possível recuperar os objetos, que ficaram presos em uma caixa de ferro por onde passa o esgoto antes de chegar às fossas, explicou Koch. As duas porções foram encaminhadas para perícia.
De acordo com a Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar existem dois tipos de explosivos com característica do material encontrado em Ijuí. Um deles é de uso exclusivo do exército (chamado explosivo plástico) e outro, mais comum, é utilizado para detonar rochas (conhecido como emulsão). Eles explodem depois de colocados em contato com reagentes.
A penitenciária de Ijuí soma 420 presos da região Noroeste do Estado. A capacidade é para 460, disse Koch. A casa de detenção é protegida por dois muros, distantes um do outro cerca de 8 metros. O primeiro mede 6 metros e o segundo, 12 metros de altura. A superintendência desconhece como foi possível jogar o material por cima da barreira de proteção. Um agente de segurança viu o conteúdo caindo na parte interna.
Com informações do repórter Samuel Vettori