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Prevenção de câncer do colo de útero deve ser feita com ampliação de informações

Afirmação pertence ao presidente do Incolo, Paulo Naud

Prevenção de câncer do colo de útero deve ser feita com ampliação de informações
Prevenção de câncer do colo de útero deve ser feita com ampliação de informações Foto : Antonio Sobral
Ampliar as informações sobre a prevenção do câncer do colo de útero é a principal ação para diminuir as mortes em mulheres no Rio Grande do Sul. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Instituto de Prevenção do Câncer do Colo de Útero (Incolo), Paulo Naud, durante a abertura do congresso internacional no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.  Ele explicou que o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma estrutura grande para a realização dos exames. “Sem a mobilização da população, em especial das mulheres, em buscar o atendimento preventivo essa doença continuará a fazer um número cada vez maior de vítimas”, ressaltou o presidente.

Ele lembrou que esse é o único tipo de câncer que pode ser 100% prevenido por meio de exames. “Com a realização dos preventivos com frequência é possível diagnosticar a doença nos seus estágios iniciais, tornando simples e rápido o tratamento, além de garantir a qualidade de vida às pacientes”, afirmou ele. O presidente do Incolo apontou ainda a necessidade de a mulher ficar atenta ao prazo para refazer o exame. “Não adianta realizar o preventivo a cada cinco anos. O correto é que ele seja feito regularmente, de acordo com as recomendações médicas”, enfatizou Naud. Ele explicou que o exame é simples e rápido e é feito durante o exame ginecológico com a coleta do material do colo do útero para análise.

Segundo a coordenadora da seção da Saúde da Mulher da Secretaria Estadual da Saúde, Sandra Coccaro de Souza, os trabalhos de conscientização têm reduzido o índice de morte devido à doença. Ela destacou que no Rio Grande do Sul a faixa etária entre 45 e 69 anos concentra o maior número de óbitos desse tipo de câncer. Ela explicou ainda que para ampliar a prevenção à doença é fundamental expandir o pedido de exames às adolescentes. “Infelizmente, aumentou o número de mulheres que desenvolve a doença fora da faixa etária de risco pelo Ministério da Saúde (entre 25 e 59 anos).

Precisamos discutir ações para atingi-las, estimulando os exames preventivos”, explicou a coordenadora. Ela destacou que o indicado é que as mulheres com mais de um ano de vida sexual ativa devem fazer o exame regularmente.  O câncer de colo normalmente surge nas mulheres durante a idade considerada reprodutiva. Conforma a Organização Mundial de Saúde (OMS), esse é o segundo câncer mais comum entre o sexo feminino, ficando atrás apenas do câncer de mama.

No mundo, a previsão é que por ano surjam 470 mil novos casos. Diagnosticado com rapidez, as chances de cura são de 100%. De acordo com o estágio em que a doença é identificada, o tratamento pode variar entre  procedimentos, como cauterização e conização, ou até a quimioterapia. Além disso, a mulher pode ser submetida a uma histerectomia, que significa a retirada de todo o útero. A pouca higiene íntima, ter vários parceiros, infecções por vírus e doenças sexualmente transmissíveis são fatores considerados de risco às mulheres desenvolverem a doença. Informações sobre a o câncer pelo site www.colodoutero.org.br.