Ampliar as informações sobre a prevenção do câncer do colo de útero é a principal ação para diminuir as mortes em mulheres no Rio Grande do Sul. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Instituto de Prevenção do Câncer do Colo de Útero (Incolo), Paulo Naud, durante a abertura do congresso internacional no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Ele explicou que o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma estrutura grande para a realização dos exames. “Sem a mobilização da população, em especial das mulheres, em buscar o atendimento preventivo essa doença continuará a fazer um número cada vez maior de vítimas”, ressaltou o presidente.
Ele lembrou que esse é o único tipo de câncer que pode ser 100% prevenido por meio de exames. “Com a realização dos preventivos com frequência é possível diagnosticar a doença nos seus estágios iniciais, tornando simples e rápido o tratamento, além de garantir a qualidade de vida às pacientes”, afirmou ele. O presidente do Incolo apontou ainda a necessidade de a mulher ficar atenta ao prazo para refazer o exame. “Não adianta realizar o preventivo a cada cinco anos. O correto é que ele seja feito regularmente, de acordo com as recomendações médicas”, enfatizou Naud. Ele explicou que o exame é simples e rápido e é feito durante o exame ginecológico com a coleta do material do colo do útero para análise.
Segundo a coordenadora da seção da Saúde da Mulher da Secretaria Estadual da Saúde, Sandra Coccaro de Souza, os trabalhos de conscientização têm reduzido o índice de morte devido à doença. Ela destacou que no Rio Grande do Sul a faixa etária entre 45 e 69 anos concentra o maior número de óbitos desse tipo de câncer. Ela explicou ainda que para ampliar a prevenção à doença é fundamental expandir o pedido de exames às adolescentes. “Infelizmente, aumentou o número de mulheres que desenvolve a doença fora da faixa etária de risco pelo Ministério da Saúde (entre 25 e 59 anos).
Precisamos discutir ações para atingi-las, estimulando os exames preventivos”, explicou a coordenadora. Ela destacou que o indicado é que as mulheres com mais de um ano de vida sexual ativa devem fazer o exame regularmente. O câncer de colo normalmente surge nas mulheres durante a idade considerada reprodutiva. Conforma a Organização Mundial de Saúde (OMS), esse é o segundo câncer mais comum entre o sexo feminino, ficando atrás apenas do câncer de mama.
No mundo, a previsão é que por ano surjam 470 mil novos casos. Diagnosticado com rapidez, as chances de cura são de 100%. De acordo com o estágio em que a doença é identificada, o tratamento pode variar entre procedimentos, como cauterização e conização, ou até a quimioterapia. Além disso, a mulher pode ser submetida a uma histerectomia, que significa a retirada de todo o útero. A pouca higiene íntima, ter vários parceiros, infecções por vírus e doenças sexualmente transmissíveis são fatores considerados de risco às mulheres desenvolverem a doença. Informações sobre a o câncer pelo site www.colodoutero.org.br.
Prevenção de câncer do colo de útero deve ser feita com ampliação de informações
Afirmação pertence ao presidente do Incolo, Paulo Naud