Segundo a coordenadora da equipe de Nefrologia do Hospital da Criança Santo Antônio, Clotilde Garcia, o cuidado com o rim é importante porque as doenças atingem toda a população, independente da sua faixa etária. Ela ressaltou que na vida adulta e idosa a presença da doença renal é maior por estar associada a outros fatores, como os hábitos alimentares e o sedentarismo.
Segundo o Ministério da Saúde, há 33 milhões de hipertensos, 7,7 milhões de diabéticos, 16 milhões de obesos e 17 milhões de idosos. A estimativa é de que no Brasil 10 milhões de pessoas tenham doença renal crônica. Ela explicou que alguns cuidados são importantes para identificar precocemente a doença e evitar que o seu agravamento, por exemplo, gere a necessidade de um transplante.
Um dos principais cuiados é a realização periódica do exame da creatinina. O nível elevado da creatinina indica que o paciente pode estar com alguma deficiência de função renal, que pode ser de grau leve até o severo. Nos casos mais graves, o paciente pode necessitar de diálise ou transplante. Clotilde lembra que esse tipo de operação é considerada uma das mais normais já que pode ser feita também entre vivos.
Monumentos lembram campanha
A Capital participa ainda da campanha “Rins em Defesa da Vida”, em que os monumentos mais importantes da cidade, como o Laçador e o Paço Municipal, são iluminados pelas cores azul, vermelho e amarelo. “Estamos iluminando locais públicos para alertar sobre a importância de encontrar coisas que estão escondidas”, afirmou o presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, João José de Freitas. O alerta é importante porque as doenças renais normalmente são silenciosas, isso significa que não apresentam sintomas que façam com que a pessoa busque auxílio médico.
Mesmo assim, existem algumas mudanças que precisam de atenção, como pressão alta, inchaço (no rosto, pernas ou no corpo), sangue na urina, cólica renal causada por cálculos, palidez e fraqueza e indícios de infecção urinária. A ação integrou médicos e outros profissionais da saúde de diversos hospitais e faculdades da Capital, além do Cremers, Sociedade Gaúcha de Nefrologia e ONGs Via Vida e Pró-rim.