Mais de 15 mil pessoas foram prejudicadas, e 200 ainda estão desabrigadas. As famílias foram alojadas temporariamente em escolas e ginásios, onde receberam suporte técnico. Enquanto isso, nos bairros o serviço de assistência era intenso. Com as famílias voltando para casa, a Prefeitura distribuiu 500 cestas básicas, 100 colchões e 200 kits de limpeza, além de outros itens que foram doados, como roupas, água, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal e cobertores. “Fizemos um mutirão, com o apoio da Defesa Civil do Estado e do Exército, para distribuir o material. Estamos tentando colocar a casa em ordem”, explicou o prefeito.
Em Sapucaia do Sul, que também foi devastada pelo temporal, o clima era de preocupação. “Temos preocupação com novos temporais”, afirmou o prefeito Vilmar Ballin. Um dos alertas envolve o trecho da BR 116 que ficou interditado, após ser tomado pela água, provocando um dos maiores engarrafamentos da história da rodovia. “Estaremos com máquinas e equipamentos para auxiliar no caso de haver um novo problema”, disse Ballin.
Ao avaliar o problema, o prefeito explicou que entre os fatores do alagamento estava a elevada quantidade de resíduos de construção e de lixo reciclável, deixado por famílias que moravam às margens da RS 118. “É preciso reconhecer que a ocupação desordenada auxiliou para que vivêssemos esse triste episódio”, avaliou.
Para o prefeito de Esteio, as ocupações irregulares também influenciaram. Ele adiantou que a Prefeitura tem atuado neste sentido, removendo as famílias que estão em áreas de preservação ambiental, recuperando as margens dos arroios e construindo bacias de contenção. Até o final do ano serão removidas mais 142 famílias e, por meio de recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), a meta é retirar dessas áreas mais 600 famílias.