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PRF do Rio Grande do Sul aprova greve por tempo indeterminado

Paralisação nacional será a primeira da categoria em 80 anos de corporação

PRF do Rio Grande do Sul aprova greve por tempo indeterminado
PRF do Rio Grande do Sul aprova greve por tempo indeterminado Foto : Conrado Martins / Especial / CP
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) decidiram, em assembleia realizada nesta segunda-feira na sede do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio Grande do Sul (Sinprf/RS) em Porto Alegre, paralisar as atividades por tempo indeterminado. Esta é a primeira greve da categoria em 84 anos de corporação. A data do início da paralisação está prevista para quinta-feira. O presidente do Sinprf/RS, Francisco Von Kossel, garantiu que não haverá redução de efetivo, como estava previsto, já que o número de policiais está muito abaixo do necessário, mas afirma que somente casos de emergências serão atendidos.

Segundo ele, os agentes vão estar nas sedes, no entanto, as fiscalizações de rotina ficam canceladas e casos de acidentes sem gravidade não devem ser atendidos. Os encerramentos de boletins de ocorrência de trânsito e o atendimento ao público nas Superintências da PRF ficam suspensas. Operações padrões também estão previstas para o Estado, mas ainda não têm local e nem data marcados, conforme o presidente.

A coordenação da greve ficará a cargo da Federação Nacional, que ainda deve divulgar um calendário de mobilização. Na próxima quarta-feira, o Sinprf convidou os chefes da PRF para entregar o cargo, em apoio à categoria, em ato que será realizado na Superintendência em Porto Alegre. Segundo Von Kossel, o baixo número de investimentos e o efetivo reduzido na área da segurança das estradas motivaram o protesto. “O número de veículos e a malha viária, aumentaram consideravelmemnte mas, em contrapartida, não foram feitos investimentos em contratação de mais policias e em infraestutura. Estamos prevendo um colapso da segurança do trânsito para grandes eventos como a Copa e Olimpíadas”, explicou.

O presidente ressaltou, ainda, que outra reinvidicação importante se refere ao desvio de funções dentro da corporação e às condições de trabalho. Segundo ele, a PRF não dispõe de um quadro próprio de servidores administrativos, com parte dos policias trabalhando até mesmo na manutenção de viaturas.

Sobre a nomeação dos 750 policiais rodoviários anunciada na sexta-feira pelo governo federal, 80 deles para o RS, Von Kossel classificou como insuficiente o número de agentes. Segundo ele, hoje, o Estado soma 685 policiais rodoviários federais, contra um ideal de 1.576, conforme um estudo da própria Superintendência da PRF. Francisco Von Kossel, adiantou que greve vai acarretar em redução de 70% no efetivo, com o cumprimento dos 30% na Lei de Greve e prioridade restrita a casos de emergência.

O chefe da Comunicação Social da PRF no Estado, Alessandro Castro, afirmou que o órgão aguarda, agora, o comunicado oficial do sindicato para, no prazo legal de 72 horas, decidir as estratégias e ações utilizadas durante à greve. Castro admitiu que como o efetivo do Estado já é restrito, a redução nos atendimentos causará um grande incômodo à população. “O número de políciais é realmente baixo, mas vamos tentar fazer o melhor para garantir a qualidade e a segurança nas estradas”, garantiu ele.

Com informações da repórter Maria Eduarda Fortuna

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