Geral

PRF e Concepa recorrem à Justiça para evitar bloqueio da freeway nesta sexta

Sindicatos e estudantes ainda podem interromper o fluxo em vias de Porto Alegre

Sindicatos e estudantes ainda podem interromper o fluxo em vias da Capital, como a Ipiranga e a Bento Gonçalves
Sindicatos e estudantes ainda podem interromper o fluxo em vias da Capital, como a Ipiranga e a Bento Gonçalves Foto : Samuel Maciel / CP Memória
Diversas categorias convocaram para esta sexta-feira um Dia Nacional de Paralisações, em uma sequência de atos que incluem a possibilidade de bloqueio da freeway (BR-290), em um dia que coincide com a saída do feriadão da República.

Um grupo de estudantes marcou, via Facebook, um ato no km 26 da rodovia, no acesso a Santo Antônio da Patrulha. Através de monitoramento pela internet, a Polícia Rodoviária Federal chegou a líderes da manifestação, que definiram como ponto de concentração o campus da Furg, na manhã desta sexta-feira.

Para evitar transtornos, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) solicitou ao Judiciário uma autorização para evitar manifestações sobre a pista. O chamado interdito proibitório permite que as forças policiais retirem os manifestações da pista em caso de formação de barricada.

Conforme o chefe de comunicação da PRF, Alessandro Castro, a corporação não dispõe de efetivo para dar condições de dar segurança aos manifestantes e motoristas ao mesmo tempo. Segundo o policial, ficou acordado com líderes da manifestação a realização de uma ação de panfletagem junto ao pedágio, sem causar transtorno aos condutores. “Entretanto, não podemos garantir que o acordo será respeitado”, admite.

A Concepa também buscou a Justiça de forma preventiva. Na tarde desta quinta-feira, a concessionária protocolou uma ação na 1ª Vara de Santo Antônio da Patrulha solicitando que não sejam permitidos bloqueios do tráfego nas entradas e saídas da rodovia, bem como na praça de pedágio localizada na cidade. A concessionária, junto à Polícia Rodoviária Federal, esteve reunida com um dos organizadores da manifestação.

Na Capital, os sindicatos de trabalhadores convocaram os professores a aderirem à paralisação. Com isso, as aulas poderão ser suspensas em colégios públicos e particulares. Atos estão previstos em avenidas como a Bento Gonçalves, onde trabalhadores estaduais da saúde devem fazer um bloqueio junto ao Hospital Sanatório São Pedro entre 10h e 12h, contestando a venda de patrimônio público, o parcelamento salarial e a perda de direitos dos trabalhadores.

Manifestações também podem ser realizadas em pontos onde os campi da Ufrgs estão ocupados, como no cruzamento da avenida Ipiranga com a Ramiro Barcellos.

PEC é alvo


A Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS), que organiza os atos, esclarece que o alvo principal é PEC 55, que tramita no Senado e limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos. De acordo com o presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, manifestações devem ocorrer em Porto Alegre, região Metropolitana e Interior. Um ato de fechamento é previsto para as 18h, na Esquina Democrática, no Centro da Capital.

Já os sindicatos dos bancários, rodoviários e metroviários garantiram apoio aos atos e paralisações, mas manterão as atividades normalmente. Os municipários também devem participar, a partir das 16h, com aula pública e oficina de serigrafia no Largo Zumbi dos Palmares.