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Primeira beatificação na Capital reúne 18 mil pessoas no Gigantinho

Dom Lorenzo Baldisseri comandou cerimônia em homenagem à madre Bárbara Maix

Primeira beatificação na Capital reúne 18 mil pessoas no Gigantinho
Primeira beatificação na Capital reúne 18 mil pessoas no Gigantinho Foto : Paulo Nunes / CP
A beatificação da madre Bárbara Maix levou ao Gigantinho, neste sábado, cerca de 18 mil pessoas, segundo os organizadores do evento. A cerimônia foi comandada pelo núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, embaixador do Vaticano no Brasil, que representou o Papa Bento XVI. Esta foi a primeira vez que Porto Alegre sediou o rito, considerado uma das práticas mais importantes da Igreja Católica.

O processo de beatificação reconheceu como milagre a cura de Onorino Ecker, que aos quatro anos de idade, em julho de 1944, sofreu queimaduras de terceiro grau depois que uma panela com água fervente caiu sobre ele, no interior de Caxias do Sul. Duas irmãs do Imaculado Coração de Maria iniciaram na época uma novena a Madre Bárbara Maix. Desenganado pelos médicos, que não viam chances de recuperação, Onorino recebeu alta duas semanas depois. Os teólogos de Roma classificaram a cura como “inexplicável à luz dos conhecimentos médicos”.

Hoje com 70 anos, Onorino não perdeu a oportunidade de homenagear sua protetora. “É uma emoção muito grande”, disse, durante a cerimônia no Gigantinho. Ex-trabalhador do setor de móveis, ele dedica-se atualmente à agricultura em São Lourenço do Oeste (SC). A devoção foi repassada aos seis filhos e 12 netos. “Para nós, Madre Bárbara é aquela que dá força para tocar nossa família até hoje”, disse a filha Ana Maria, que é ministra de Eucaristia e veio junto com o pai assistir à cerimônia.

Com a beatificação, Madre Bárbara está a um passo da canonização (tornar-se santa). “Para que isso ocorra é necessária a comprovação de um segundo milagre”, explicou o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. O religioso acredita que irão aumentar as visitações à Capela São Rafael, na Capital (Rua Riachuelo, 508), onde estão guardados os restos mortais da religiosa. “Quando vemos santos no mundo, o mundo não está perdido: está salvo.”

A cerimônia foi assistida por fieis de todo o Brasil e até do exterior. Nascida em uma cidade austríaca próxima a Viena, terra natal de Bárbara, Ilona Szinavel chegou ao país em 1949. Moradora de Viamão, ela também prestigiou a homenagem à conterrânea. “Sou católica, estudei em colégio de irmãs e, além disso, ela é da minha terra”, justificou. Para a funcionária pública aposentada Lauri Gonçalves, de Porto Alegre, Madre Bárbara é uma mulher a ser seguida pelo seu exemplo de bravura e coragem. “Ela teve trabalhos relevantes junto aos pobres, como era a vontade de Deus”, afirmou.

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