Terminou sem acordo a primeira reunião do ano entre o Cpers/Sindicato e representantes do governo do Estado na tarde desta quinta-feira. A presidente do sindicato, Rejane Oliveira, e líderes da entidade foram recebidos pelo secretário da Educação Ervino Deon, para quem entregaram a pauta de reivindicações da categoria.
Segundo o titular da pasta, o reajuste proposto pelos professores, de 23,14%, é inviável. Deon disse que o governo está disposto a ceder e elaborar em conjunto um plano de carreira e negociar um piso com a categoria.
Os professores, no entanto, acusam o Executivo estadual de estar fazendo uma provocação ao alegar que os pagamentos da reposição da Lei Britto podem ser considerados reajuste. Rejane Oliveira afirmou que desde 2006 o salário dos professores não sofre aumento de acordo com a inflação.
Segundo ela, o pedido de revisão inclui o suposto déficit acumulado nos governos Rigotto e Yeda Crusius. O Cpers espera que, com a reposição, o pagamento mínimo para 20 horas de trabalho chegue a R$ 413,99.
O sindicato reúne os educadores em assembleia nesta sexta-feira a partir das 13h30min no Gigantinho. Pode haver, ainda, uma manifestação na semana que vem.
Primeira reunião do ano entre Cpers e governo termina sem acordo
Secretário de Educação alega que o reajuste de 23,14% é inviável