De acordo com o presidente da Cientec, Luiz Antônio Antoniazzi, o objetivo da fundação é desenvolver tecnologias mais eficientes e com baixo nível de emissão de gases poluentes. Os técnicos também estão estudando maneiras de aproveitar os resíduos. “Fazemos pesquisas para achar uma forma de capturar o CO2 e transformá-lo em um produto com valor agregado”, comentou. Ele salientou que o carvão mineral é uma riqueza do Estado que precisa ser aproveitada. O território gaúcho concentra cerca de 80% das reservas do País. “É uma mina de ouro negro”, definiu.
O responsável pela projeto, engenheiro Rodnei Gomes Pacheco, afirmou que o carvão do Rio Grande do Sul é altamente reativo e que o combustor terá várias aplicações. Entre elas estão fornalhas, caldeiras, gaseificadores e incineradores. “Nosso objetivo é difundir essa tecnologia no Brasil e impulsionar o uso do carvão mineral”, observou. Além de outras vantagens, o sistema apresenta baixas emissões de compostos nitrogenosos (NOx).
A equipamento irá trabalhar em regime de fluidização rápida, nos processos de conversão de carvões e biomassas em energia térmica. A unidade piloto realizará testes avaliando o comportamento dos carvões nacionais sob diversas condições, fornecendo informações importantes para o meio científico e industrial. O projeto desenvolvido pela Cientec, dentro da Rede Nacional de Carvão Mineral, tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).