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Primeiro combustor brasileiro é inaugurado em Cachoeirinha

Equipamento para converter carvão em energia térmica será usado em pesquisas na Cientec

Primeiro combustor piloto para converter carvão mineral em energia térmica no Brasil foi inaugurado nesta segunda-feira na Cientec, em Cachoeirinha
Primeiro combustor piloto para converter carvão mineral em energia térmica no Brasil foi inaugurado nesta segunda-feira na Cientec, em Cachoeirinha Foto : Vinícius Roratto
O primeiro combustor piloto para converter carvão mineral em energia térmica no Brasil foi inaugurado nesta segunda-feira na Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), em Cachoeirinha, na região Metropolitana. Com capacidade de 400 megawatts, o equipamento deve ser usado para pesquisas que servirão a universidades e indústrias. A tecnologia de baixo impacto ambiental teve um investimento de cerca de R$ 550 mil. O secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, destacou que a Cientec vive um momento especial ao completar 70 anos de história. “Esta obra deve ser vista sem preconceitos. Estamos pensando em energia e o Rio Grande do Sul é sedento por energia”, ressaltou.

De acordo com o presidente da Cientec, Luiz Antônio Antoniazzi, o objetivo da fundação é desenvolver tecnologias mais eficientes e com baixo nível de emissão de gases poluentes. Os técnicos também estão estudando maneiras de aproveitar os resíduos. “Fazemos pesquisas para achar uma forma de capturar o CO2 e transformá-lo em um produto com valor agregado”, comentou. Ele salientou que o carvão mineral é uma riqueza do Estado que precisa ser aproveitada. O território gaúcho concentra cerca de 80% das reservas do País. “É uma mina de ouro negro”, definiu.

O responsável pela projeto, engenheiro Rodnei Gomes Pacheco, afirmou que o carvão do Rio Grande do Sul é altamente reativo e que o combustor terá várias aplicações. Entre elas estão fornalhas, caldeiras, gaseificadores e incineradores. “Nosso objetivo é difundir essa tecnologia no Brasil e impulsionar o uso do carvão mineral”, observou. Além de outras vantagens, o sistema apresenta baixas emissões de compostos nitrogenosos (NOx).

A equipamento irá trabalhar em regime de fluidização rápida, nos processos de conversão de carvões e biomassas em energia térmica. A unidade piloto realizará testes avaliando o comportamento dos carvões nacionais sob diversas condições, fornecendo informações importantes para o meio científico e industrial. O projeto desenvolvido pela Cientec, dentro da Rede Nacional de Carvão Mineral, tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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