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Primeiro dia de greve da Justiça Federal não afeta rotina de trabalho dos órgãos

Servidores decidiram paralisar as atividades até que seja votado o projeto para revisão dos salários

Primeiro dia de greve da Justiça Federal não chega a afetar rotina de trabalho dos órgãos
Primeiro dia de greve da Justiça Federal não chega a afetar rotina de trabalho dos órgãos Foto : Mateus Bruxel
A greve dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União, iniciada nesta quimta-feira no Rio Grande do Sul, não afetou a rotina da Justiça Federal, Militar e Eleitoral e do Trabalho. Apenas o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) registrou o funcionamento parcial de três Varas, em Porto Alegre. No entanto, os juízes do Trabalho já adotaram providências no sentido de suspender prazos processuais enquanto durar a paralisação. Durante o primeiro dia de mobilização, os grevistas articularam piquetes na entrada das repartições em busca de maior adesão. Apenas a Justiça Militar, também atingida pela greve, foi poupada.

Os servidores decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado até que seja votado o projeto de lei 6.613/09, que revisa os salários em 40%. A proposição está sob análise da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (Sintrajufe), José Carlos Oliveira, desde 2008, não há reajuste para os funcionários do Judiciário Federal.

A proposição está sob análise da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara. “A proposta equipara os salários do Judiciário Federal a carreiras equivalentes dos poderes Executivo e Legislativo”, assinalou. Eles também estão descontentes com o projeto de lei complementar 549/09, que limita os gastos com o funcionalismo por 10 anos.

O relator da proposta, deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS), já apresentou parecer contrário à matéria na Comissão. O parlamentar acredita que o projeto seja apreciado e rejeitado no dia 12. “As limitações impostas inviabilizam a ampliação e a melhoria dos serviços prestados”, disse o dirigente do Sintrajufe. Conforme previsto em lei, os servidores mantiveram 30% dos trabalhadores em atividade de modo a evitar a declaração de abusividade do movimento.

Os coordenadores da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe), Evilásio Dantas e Fátima Arantes, já solicitaram audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, para pedir a ele apoio no sentido de acelerar o ritmo das negociações referentes à revisão salarial dos servidores. No mesmo pedido, a Fenajufe solicita que a cúpula do Judiciário inicie imediatamente gestões junto aos poderes Executivo e Legislativo para que seja fechado um acordo, que viabilize a aprovação final do novo Plano de Cargos e Salários. “Agora não resta outra alternativa que não seja manter a greve até que se aprove os projetos de revisão salarial dos servidores do Judiciário e do Ministério Público da União”, enfatizou Dantas, lembrando que também pretende se reunir com os presidentes de outros tribunais superiores para pedir reforço nas negociações.