Segundo o procurador, a questão 25 da prova amarela do Enem é muito semelhante a uma outra que estava nos TDs distribuídos pelo Colégio Christus dias antes da aplicação das provas. Oscar Costa Filho é o autor da ação que pediu a anulação total ou parcial do Enem em todo o País.
Ontem à noite, o juiz da 1ª Vara Federal do Ceará, Luís Praxedes Vieira da Silva, decidiu pela anulação de 13 questões que eram idênticas. Se o novo pedido do procurador for aceito, sobe para 14 o número de questões anuladas.
MEC ainda quer recorrer de decisão
Na tarde desta terça, o perfil do Ministério da Educação (MEC) no Twitter negou que tenha desistido de recorrer da decisão da Justiça de Ceará. "É falsa a informação veiculada pelo Estadão.com de que o Ministério da Educação teria desistido de recorrer da decisão de ontem de Fortaleza", diz a postagem. Na noite de ontem, um tweet dizia que "MEC e Inep consideram a decisão do Juiz Luiz Praxedes desproporcional e arbitrária, e vão recorrer em Tribunal de Recife ainda esta semana".
Pelo Twitter, MEC desmente informação de que não iria recorrer da decisão da jusitça | Foto: Reprodução / CP
A informação anterior, publicada pela Agência Estado e pelo site do Correio do Povo, dizia que "o governo federal decidiu na manhã desta terça-feira que não vai recorrer da decisão da Justiça Federal do Ceará, que determinou a anulação de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essas questões, segundo investigação da Polícia Federal (PF), vazaram para alunos do colégio Christus, de Fortaleza, em outubro do ano passado, após a aplicação do pré-teste".
A nova orientação seria é seguir a determinação da Justiça e evitar uma nova batalha judicial, como a ocorrida no ano passado, quando o exame chegou a ser suspenso.