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Produtores de Pedras Altas reclamam de falta de planejamento para enfrentar a estiagem

Moradores afirmam que Fepam demora para liberar financiamento para construção de açudes

A falta de chuva já provoca a quebra das safras de milho e sorgo em 20% em Pedras Altas. A soja, principal cultura do município, terá redução de 30%. O gado está emagrecendo, o que irá diminuir, além da venda de carnes, a fertilidade das vacas e isso comprometerá a produtividade dos pecuaristas no ano que vem. O problema, conforme o criador de gado e ovinos Alfredo da Silva Tavares é a falta de planejamento. Segundo ele, que também é diretor do sindicato rural da cidade, existe apenas um poço artesiano municipal, no Centro, para abastecer a população. E, no interior, seriam necessários mais açudes e barragens. 

A criação de novos açudes depende, no entanto, de licenciamento ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e de outros órgãos. “A burocracia traz muito problema, principalmente para o produtor menos informado. Nesse caso, precisaria mais apoio da prefeitura, da Emater e da Fepam para a construção de açudes”, ressalta Tavares.

Conforme o chefe da divisão de licenciamento da Fepam, Nilo Sérgio Fernandes Barbosa, muitas vezes a documentação apresentada tem problemas, como números errados de matrícula de propriedade. A demora na liberação para o início da construção de açudes em propriedades com os documentos em dia e sem áreas de preservação é de 15 dias a dois meses. Em locais com a chamada “fragilidade de área”, o processo de licenciamento leva até mais de quatro meses.

No final da tarde de terça-feira, houve uma reunião entre os produtores para reivindicar que a prefeitura pressione o governo do Estado para repassar recursos o mais rápido possível. Para Alfredo Tavares, esses valores deveriam, inclusive, ser investidos na construção de barragens, para evitar que as próximas secas sejam tão prejudiciais quanto às dos últimos anos.
 
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