O professor já havia sido afastado de outro estabelecimento de ensino no qual trabalhava. Marlene Silvestrin disse que a medida tem como objetivo proteger o professor. A 7ª Coordenadoria Regional de Educação abriu uma sindicância para apurar o caso. A coordenadora não quis adiantar se o professor corre o risco de ter seu contrato emergencial com o Estado, desde outubro de 2010, rompido.
Segundo ela, o professor terá amplo direito de defesa, lembrando que ninguém pode ser punido antecipadamente. O professor admitiu que se excedeu, mas nega a agressão. Segundo ele, foi um ato disciplinar.
Marlene Silvestrin anunciou também que a estudante terá atendimento psicológico. A mãe da menina, Rosali Maria Facco, revelou que a filha não quer mais ir a escola, pois está assustada com a repercussão do incidente. Além da sindicância da Coordenadoria Regional de Educação, a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente abriu inquérito para apurar o caso.
O delegado Mário Pezzi ouviu a vítima hoje à tarde e analisou as imagens da suposta agressão. Ele não quis entrar em detalhes antes do ouvir o professor. Valdecir Norberto Corteze deve ser ouvido na próxima semana. Mário Pezzi vai ouvir também os colegas da estudante, inclusive o que gravou as imagens da suposta agressão. O delegado tem 30 dias para concluir o inquérito.