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Professores aceitam reajuste do governo, mas em parcela única

Contraproposta do Cpers-Sindicato será apresentada a deputados

Alteração foi encaminhada pelo Cpers aos deputados
Alteração foi encaminhada pelo Cpers aos deputados Foto : Pedro Revillion
Mais de mil professores de várias regiões do Estado se concentraram na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira, onde participaram de assembleia geral do Cpers-Sindicato. A direção do sindicato apresentou proposta para que a categoria aceite o reajuste de 23,5% oferecido pelo governo, mas em parcela única no mês de maio. O projeto do Executivo prevê pagamento em três vezes até fevereiro de 2013. Os professores aceitaram a alteração, que será encaminhada pelo Cpers aos deputados para que discutam a contraproposta com o governo.

O objetivo do Cpers é que a medida ajude a buscar o pagamento integral do piso nacional da categoria e da implantação do plano de carreira nos próximos anos. A direção irá visitar as bancadas partidárias e tentará participar da reunião de líderes para buscar apoio de algum partido para apresentação de emenda ao projeto original. A presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, espera que a contrapoposta seja aceita pelo Executivo. "Será uma desmoralização para o governo, caso se negue a pagar o reajuste em parcela única em maio", disse.

Está marcada para esta tarde a votação em plenário do projeto apresentado pelo Piratini. A assembleia extraordinária foi convocada pelo sindicato com objetivo de pressionar o governo e o Legislativo para que ocorra negociação sobre o pagamento do piso nacional de R$ 1.451 e rejeição da proposta atual. Ainda ontem, dirigentes sindicais buscaram reunião com o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Alexandre Postal, e com os líderes de bancadas para pedir que cumpram o papel de intermediar a negociação.

A secretária adjunta da Secretaria Estadual de Educação (SEC), Maria Eulália Nascimento, argumenta que é reconhecido o direito de o Cpers debater o projeto, mas afirma que tem a expectativa que a categoria aceite o reajuste proposto. Ela lembra que o governo mantém a proposta apresentada em 27 de janeiro, fixando o calendário para atingir o Piso de R$ 1.187 em 2014. "Estamos oferecendo esse reajuste agora, ficando em aberto à negociação de 2013 e 2014. O que podemos assegurar é que o salário base dos professores em 2014 será este valor reajustado."

Eulália diz que a integralização pelo Fundeb é reajuste inviável para o Estado. "Da parte do governo do Estado, o valor está posto para votação, e o Cpers tem o direito de recusar, mas se o projeto fosse retirado, a categoria ficaria com zero de reajuste este ano", explica.

Pressão do Piratini

Por volta das 8h, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, convocou uma reunião com deputados da base aliada para tentar convencê-los a defender o projeto de reajuste do Executivo. O deputado Gerson Burmann (PDT) contou que, no encontro, Pestana explicou as limitações orçamentárias do governo. Conforme ele, o aumento oferecido ao magistério seria o máximo possível no momento.

Burmann se disse preocupado com a questão do pagamento do piso nacional da categoria, defendido pelo partido. Ele acredita que o governo federal deveria se responsabilizar, oferecendo a diferença para complementar o valor devido aos professores. O projeto encaminhado pelo Piratini é significativo, mas distante do piso, conforme o deputado. Caso houvesse auxílio do Ministério da Educação, o valor pago estaria próximo ao piso de R$ 1.451.

Antes da votação à tarde, a bancada do PDT se reunirá para discutir o tema. Burmann acredita que a posição do partido seja favorável ao projeto do Executivo.

Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Jimmy Azevedo

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