O objetivo do Cpers é que a medida ajude a buscar o pagamento integral do piso nacional da categoria e da implantação do plano de carreira nos próximos anos. A direção irá visitar as bancadas partidárias e tentará participar da reunião de líderes para buscar apoio de algum partido para apresentação de emenda ao projeto original. A presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, espera que a contrapoposta seja aceita pelo Executivo. "Será uma desmoralização para o governo, caso se negue a pagar o reajuste em parcela única em maio", disse.
Está marcada para esta tarde a votação em plenário do projeto apresentado pelo Piratini. A assembleia extraordinária foi convocada pelo sindicato com objetivo de pressionar o governo e o Legislativo para que ocorra negociação sobre o pagamento do piso nacional de R$ 1.451 e rejeição da proposta atual. Ainda ontem, dirigentes sindicais buscaram reunião com o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Alexandre Postal, e com os líderes de bancadas para pedir que cumpram o papel de intermediar a negociação.
A secretária adjunta da Secretaria Estadual de Educação (SEC), Maria Eulália Nascimento, argumenta que é reconhecido o direito de o Cpers debater o projeto, mas afirma que tem a expectativa que a categoria aceite o reajuste proposto. Ela lembra que o governo mantém a proposta apresentada em 27 de janeiro, fixando o calendário para atingir o Piso de R$ 1.187 em 2014. "Estamos oferecendo esse reajuste agora, ficando em aberto à negociação de 2013 e 2014. O que podemos assegurar é que o salário base dos professores em 2014 será este valor reajustado."
Eulália diz que a integralização pelo Fundeb é reajuste inviável para o Estado. "Da parte do governo do Estado, o valor está posto para votação, e o Cpers tem o direito de recusar, mas se o projeto fosse retirado, a categoria ficaria com zero de reajuste este ano", explica.
Pressão do Piratini
Por volta das 8h, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, convocou uma reunião com deputados da base aliada para tentar convencê-los a defender o projeto de reajuste do Executivo. O deputado Gerson Burmann (PDT) contou que, no encontro, Pestana explicou as limitações orçamentárias do governo. Conforme ele, o aumento oferecido ao magistério seria o máximo possível no momento.
Burmann se disse preocupado com a questão do pagamento do piso nacional da categoria, defendido pelo partido. Ele acredita que o governo federal deveria se responsabilizar, oferecendo a diferença para complementar o valor devido aos professores. O projeto encaminhado pelo Piratini é significativo, mas distante do piso, conforme o deputado. Caso houvesse auxílio do Ministério da Educação, o valor pago estaria próximo ao piso de R$ 1.451.
Antes da votação à tarde, a bancada do PDT se reunirá para discutir o tema. Burmann acredita que a posição do partido seja favorável ao projeto do Executivo.
Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Jimmy Azevedo