Os profissionais de ensino da rede municipal estavam instalados dentro da Câmara desde a quinta-feira para tentar forçar o governo de Eduardo Paes (PMDB) a retirar o projeto que altera o Plano de Cargos e Salários da categoria. O grupo, que se dizia abalado com o procedimento adotado pelos policiais militares durante a retirada, promete recorrer à Justiça. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), quatro professores foram detidos e pelo menos 20 ficaram feridos. Havia cerca de 150 pessoas dentro da sede.
Segundo Gesa Correa, uma das coordenadoras-gerais do Sepe, há uma programação cultural programada para este domingo. Apesar do clima chuvoso, os manifestantes pretendem fazer um piquenique ao lado do palácio, além de outras atividades, como exibição de filmes e exposição de fotos dos protestos.
Nesta manhã, a Câmara de Vereadores agradeceu o apoio da Polícia Militar e, por meio de nota, informou que as atividades legislativas serão retomadas normalmente a partir desta segunda-feira. A nota diz ainda que "durante os três dias de ocupação, todas as tentativas de diálogo com os manifestantes, promovidas pelos vereadores e agentes da PM, foram esgotadas".