Segundo a vice-presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Laura Fonseca, a categoria pede a revisão do plano de carreira e melhores remunerações. Ela explicou que os salários estão defasados e a reivindicação é pelo piso, no regime de 20 horas, de R$ 2.329,35. O plano proposto pela entidade prevê a carreira dividida em 13 níveis, com variação de 5% a cada nível. Os professores pedem a recomposição emergencial de salário de 22,8%.
Laura ressaltou que a mobilização está grande, impulsionada ainda pela greve dos servidores técnico-administrativos, que paralisaram as atividades desde a semana passada. “A verdade é que as condições de trabalho para todos estão ruins. Houve a expansão no número de alunos, mas sem o mesmo respaldo para os professores e técnicos”, explicou. Com a greve dos servidores, alguns serviços não estão funcionando na integralidade, como nas secretarias das faculdades, bibliotecas e laboratórios. “Apoiamos essa mobilização porque ela reflete o descaso com o ensino superior”, disse.
Trabalhadores do Colégio Militar estudam adesão
O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) instalou nesta segunda-feira o Comando Nacional de Greve (CNG) e realizou assembleias em várias cidades para reivindicar aumento salarial. A direção da entidade informou que a interrupção no trabalho será deflagrada de acordo com a decisão de cada Estado, por tempo indeterminado. No Rio Grande do Sul, a categoria fará uma reunião na tarde desta terça-feira para decidir os rumos dos movimento. “Nós ainda não definimos como será a nossa participação”, explicou a presidente da Associação dos Professores e Funcionários Civis do Colégio Militar de Porto Alegre (Aprofcmpa/RS), Silvana Schuller Pineda.
Ela esteve durante todo o final de semana em um encontro da classe em Brasília. Na capital federal, foram discutidas medidas que serão adotadas durante a greve. A orientação é para que as seções organizem movimentos em suas bases para fortalecer a negociação com o governo e dar maior visibilidade à greve. “A situação de colégios militares é diferente e só vamos decidir isso em assembleia”, explicou.
No sábado, representantes do Sinasefe estiveram com o comando de greve da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e marcaram para amanhã um ato público em frente ao Ministério do Planejamento. Servidores do Colégio Militar de Porto Alegre pararam as atividades e fizeram manifestação na semana passada. Eles pedem que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) seja destinado para a educação. Outra reivindicação é a reestruturação do plano de carreira, além de aumento emergencial de 20,5% nos salários.
Com informações de Luciamen Winck e Karina Reif