Segundo o presidente do Andes, Carlos Alberto Gonçalves, os professores que aderiram à greve, mas já encerraram as atividades deste semestre letivo, cogitam não publicar os conceitos dos alunos. O professor destacou ainda que cabe às unidades decidir se mantêm ou não a apresentação dos TCCs.
A coordenadora de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Paola Rodrigues, afirmou que os alunos concordam com as reivindicações dos docentes e está realizando reuniões para ouvir a opinião dos alunos. “Consideramos importante a mobilização, não só pela reivindicação de aumento de salário, mas pela luta da qualidade do ensino”, afirmou o estudante de Pedagogia do segundo semestre, Gilson Burgedurf, 25 anos. Ele participou do ato em frente à Faculdade de Educação. Na segunda-feira, deve ocorrer uma assembleia do DCE e, na terça-feira, está prevista uma manifestação que irá integrar o Dia Nacional de Mobilização.
Os professores aderiram, no dia 25 de junho, à Greve Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior. Eles pedem, segundo a professora Laura Fonseca, que é membro do Comando de Greve e do Andes, piso de R$ 2.035 para 20 horas, reestruturação do plano de carreira e melhores condições de trabalho. “O nosso plano é de 1987 e está defasado em relação à formação dos professores”, resumiu. Além disso, ela afirmou que a infraestrutura e a contratação de pessoal não acompanhou a expansão de estudantes dos últimos anos.
O Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (Adufrgs), que representa dois mil servidores, informou que não faz parte da mobilização. A entidade deve realizar uma consulta na segunda-feira para avaliar a situação.
Com informações dos repórteres Karina Reif e Gabriel Jacobsen