No encontro, foram aprovadas moções de repúdio ao governo federal - pela proposta que prevê reajustes de 25% a 40% entre 2013 e 2015, mas não abrange a reestruração de carreira - e à Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) - por ter aceito a oferta do governo e assinado o acordo, nesta sexta-feira. A Proifes representa 20 mil professores de um universo de 130 mil docentes do ensino superior e tecnológico.
O presidente regional do Andes, professor Carlos Alberto Pires, vai pedir agora que a Reitoria suspenda o calendário acadêmico até o fim da paralisação, sem data para terminar. Durante a semana, a universidade adiou o retorno às aulas, previsto de início para segunda-feira, em razão da impossibilidade de efetuar matrículas pela retenção das notas do primeiro semestre.
Filiado ao Proifes, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (ADufrgs) promove assembleia na segunda-feira para discutir o encerramento da greve na Ufrgs, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), e dos Campi do Instituto Federal do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Em plebiscito encerrado na quarta-feira, com a participação de 1.367 docentes, 80,25% (1.097) se mostraram favoráveis à aceitação da oferta. Sobre o fim da greve, 79,81% (1.091) disseram desejar o encerramento imediato. O sindicato, com 3,5 mil filiados, representa a maioria dos professores da Capital.
No Interior, as universidades federais do Rio Grande (Furg), do Pampa (Unipampa), de Santa Maria (UFSM) e de Pelotas (UFPel) são filiadas ao Andes. No País, 57 das 59 universidades permanecem em greve desde maio, além dos institutos federais.