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Professores da UFSM vão paralisar amanhã

Categoria avalia proposta do governo e indicativo de greve

Conforme decisão aprovada em assembleia da semana passada, os professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quarta-feira. O movimento segue orientação do Sindicato Nacional da Categoria (Andes) e de entidades como a Coordenação Nacional de Servidores Federais (Cnesf) e a central sindical CSP Conlutas, que convocaram para amanhã um dia nacional de lutas, com manifestações em várias cidades do país.

Na UFSM, o sindicato docente (SEDUFSM) realizará assembleia às 8h30min, no auditório Sérgio Pires (prédio 17). No turno da tarde, os professores deverão se unir aos técnicos-administrativos em greve em uma marcha que sai do trevo da avenida Dores até o centro de Santa Maria.

A plenária desta quarta deverá avaliar a mais recente proposta apresentada pelo governo, através do ministério do Planejamento, na sexta-feira passada. O governo oferece 4% de reajuste sobre a tabela de remuneração dos docentes do magistério superior e também da carreira dos professores do ensino técnico e tecnológico, a partir de março de 2012. O percentual incide sobre a incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e sobre a Retribuição por Titulação (RT).

Após a posição das assembleias de todo o país, haverá uma reunião na quinta-feira, em Brasília, para fazer o balanço dessas deliberações. O governo alega que para valer em 2012, o acordo precisa ser assinado ainda nesta semana.

Greve

Na assembleia desta quarta, os professores também vão avaliar o indicativo de greve encaminhado pela reunião do setor. Algumas universidades federais já estão em greve, como no Paraná e em Tocantins. O presidente da SEDUFSM, Rondon de Castro, analisa que houve alguns avanços na negociação com o governo, como a questão da incorporação da Gemas. "Entretanto, considerando que a receita da União tem batido sucessivos recordes de arrecadação, o percentual oferecido está aquém das expectativas, pois não cobre sequer as perdas inflacionárias deste ano", alega.

Segundo ele, a estratégia do governo foi negociar a poucos dias para esgotar o prazo de envio legal de uma proposição salarial que possa ser incluída no orçamento. "Isso nos coloca contra a parede. Todavia, cabe soberanamente à categoria dizer o que pensa de tudo isso, e que rumos devemos tomar: se aceitamos a proposta, por mais que não seja a ideal, ou se vamos à greve."

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