Os 1,2 mil professores municipais de Alvorada paralisarão as atividades na próxima terça-feira. O objetivo é pressionar a Prefeitura a retomar as negociações salariais da categoria. Nas tratativas iniciadas em meados de abril os docentes asseguraram a manutenção do auxílio-transporte. Por outro lado, acreditam que podem negociar melhores percentuais de reajuste dos salários e do vale-alimentação. “Reivindicamos 20% de reajuste e o município acena com 2%. Solicitamos a elevação do vale-alimentação dos atuais R$ 7,70 para R$ 12,00 e a oferta foi de R$ 0,40”, disse o representante dos docentes, professor Mário San Segundo.
Ele acredita que, com a mobilização, os professores conseguirão elevar os percentuais. O magistério contará com apoio dos demais servidores públicos do município. “As demais categorias do funcionalismo irão aderir à paralisação para também pressionar aumentos nos salários”, ressaltou. A vice-presidente do Cpers-Sindicato, Neiva Inês Lazzarotto, acompanha a mobilização dos professores. “Estou empenhada em viabilizar uma negociação justa e que represente ganhos reais para o magistério”, disse.
Por conta da paralisação, as aulas estarão suspensas nas 32 escolas municipais de Alvorada na próxima terça-feira. Os docentes ressaltam que esta será uma parada estratégica de pressão. Eles, porém, não descartam a possibilidade de virem a apreciar um indicativo de greve, por tempo indeterminado, em assembleia geral da categoria. “A indignação dos servidores é grande. Os educadores do município recebem um dos menores salários pagos a docentes na região Metropolitana”, argumentou a dirigente do Cpers/Sindicato.
A secretária municipal de Educação, Jussara Veras Bitencourt, afirmou que o pleito dos docentes é justo, mas está acima da capacidade financeira de Alvorada. "Somos o menor PIB do Rio Grande do Sul. Nossa arrecadação anual é baixa", justificou. Segundo ela, a Prefeitura é uma das poucas do Estado que assegura a reposição bimestral das perdas inflacionárias aos professores. De acordo com a secretária, o município não têm fôlego para ofertar mais do que 2% aos servidores do magistério. "Somente podemos oferecer o que poderemos honrar", ressaltou. Ela ainda avaliou a paralisação de 24 horas como legítima, porém advertiu que caberá ao Executivo adotar as medidas cabíveis para evitar que os alunos sejam prejudicados.
Professores de Alvorada fazem paralisação terça-feira
Docentes querem pressionar a Prefeitura a retomar negociações salariais com a categoria