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Professores de idiomas pedem reajuste de 7,03%

Reajuste seria definido por 2% de ganho real mais 5,03% de reposição baseada pelo INPC

Em uma assembleia presidida pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) realizada no final da manhã desta terça-feira na sede da entidade, localizada no Centro de Porto Alegre, os professores de idiomas decidiram pedir um aumento de 7,03% nos salários. O reajuste seria definido por 2% de ganho real, mais 5,03% de reposição baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os valores serão enviados ao Sindicato das Escolas de Idiomas do Estado (Sindiomas) que montará uma comissão de negociação com a categoria. Os valores, conforme um dos diretores do Sinpro, Ângelo Prando, seguem o mesmo patamar da convenção realizada em 2009. “Existem algumas exigências que foram acrescidas como exames de saúde regulares, oficinas ligadas a problemas do aparelho fonador, stress e problemas ergonômicos”, relatou.

Auxílio creche para professores que lecionam em escolas que não possuem educação infantil e a obrigatoriedade por parte das escolas do envio da relação de professores contratados para o sindicato 60 dias após finalizada negociação são outras pautas.

Um dos principais problemas enfrentados pela categoria, entretanto, tem mais tempo e diz respeito à relação profissional com as escolas. Mesmo ministrando aulas, profissionais não são contratados como professores, mas como orientadores. “Isso ocorre para que as instituições possam escapar da fiscalização do Sinpro, já que os profissionais ficariam ligados a outros sindicatos.”

Outro motivo é o pagamento de salários menores. Em muitos casos é preciso a realização de acordos temporários com as escolas para corrigir as distorções. O Sindiomas receberá a pauta na próxima semana e dará início às negociações salariais, conforme explicou o presidente da entidade André João Rypl.