Os professores grevistas decidiram hoje pela manutenção do acampamento na Praça da Matriz. Cerca de 400 docentes de vários pontos do Rio Grande do Sul permanecem acampados na tentativa de convencer os deputados de que os projetos do Executivo são prejudiciais ao Magistério. "Estamos mobilizados para pressionar o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa", afirmou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Silva de Oliveira. Os servidores exigem a retirada ou a rejeição dos projetos que, conforme a categoria, atacam direitos dos trabalhadores.
Com bandeiras, faixas e sinetas, os docentes sinalizam que somente retornam ao trabalho se o governo recuar. "Se os projetos não forem retirados, os deputados precisam ter coragem para derrubá-los", enfatizou. A dirigente do Cpers/Sindicato avalia que as propostas do Executivo representam um erro. A escassa adesão à greve não preocupa Rejane. "Desta vez não vamos pressionar professores para que paralisem as atividades", salientou. Segundo ela, a meta é manter a mobilização próximo à sede do governo para defender um direito do Magistério: o plano de carreira.
O secretário estadual da Educação, Ervino Deon, revelou que a adesão à greve atinge menos de 1% quadro formado por mais de 80 mil docentes. "Apenas 774 professores paralisaram as atividades, não afetando a rotina das escolas", frisou. Das 2.609 instituições de ensino, apenas 157 paralisaram parcialmente as atividades, sem prejuízo para a comunidade escolar. Os docentes que não aderiram ao movimento seguem em sala de aula e antecipam períodos nos horários que porventura estiverem vagos.
Na maioria das escolas, as férias começam na próxima semana. Os parlamentares de diferentes siglas partidárias pediram que Executivo retire os projetos do Magistério ou do pedido de votação em regime de urgência. As medidas possibilitariam o aprofundamento das discussões. Se o governo retirar a urgência, as proposições não serão analisadas de imediato. O líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, ressaltou que os deputados desejam a manutenção do diálogo e a qualificação das propostas. Também solicitaram ao governo que retire da pauta de votações a Proposta de Emenda Constitucional que altera as regras das promoções, das gratificações e da licença-prêmio.
Professores decidem manter acampamento no Centro
Docentes querem convencer deputados de que projetos do Executivo são prejudiciais ao Magistério