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Professores desocupam prédio da prefeitura de São Leopoldo

Ocupação fez parte da greve da categoria, deflagrada há mais de 30 dias

Ocupação fez parte da greve da categoria, deflagrada há mais de 30 dias
Ocupação fez parte da greve da categoria, deflagrada há mais de 30 dias Foto : Eduardo Paganella / Rádio Guaíba / CP
*Com informações do repórter Eduardo Paganella

Os 30 professores que ocupavam o sétimo andar do prédio da prefeitura de São Leopoldo, no Vale do Sinos, deixaram o local por volta das 14h desta sexta-feira. O grupo saiu do edifício aplaudido pelos servidores que apoiam a greve do lado de fora. Agora, segundo os servidores, deve ocorrer uma reunião com representantes da prefeitura sobre o reajuste salarial da categoria. O encontro deve servir para elaborar um acordo com os professores que estão descontente com a proposta apresentada pelo executivo municipal de quatro parcelas do INPC de 8,42%.

Em entrevista à Rádio Guaíba, o prefeito de São Leopoldo, Anibal Moacir, disse que nem ele nem ninguém da comissão que trata da greve sabia desta reunião, e que ficaria complicado em virtude da ocupação do prédio. "Nós não sabíamos quando o prédio seria desocupado e liberado. Ontem já foi complicado sair, quando os servidores invadiram. Eu posso dizer que o vice-prefeito ( Daniel Daudt Schaefer) é o nosso interlocutor para resolver esta questão e que na segunda-feira faremos uma reunião com representantes dos servidores", declarou.

Na manhã de hoje, professores resistiram a reintegração de posse feita pela Brigada Militar (BM). No entanto, os policiais não conseguiram entrar no prédio localizado na avenida Dom João Becker. A ocupação fez parte da greve da categoria, deflagrada há mais de 30 dias.  

O grupo de professores passou a madrugada na prefeitura de São Leopoldo e bombas caseiras teriam sido arremessadas em direção ao prédio com a intenção de intimidar os integrantes do protesto.