Os 30 professores que ocupavam o sétimo andar do prédio da prefeitura de São Leopoldo, no Vale do Sinos, deixaram o local por volta das 14h desta sexta-feira. O grupo saiu do edifício aplaudido pelos servidores que apoiam a greve do lado de fora. Agora, segundo os servidores, deve ocorrer uma reunião com representantes da prefeitura sobre o reajuste salarial da categoria. O encontro deve servir para elaborar um acordo com os professores que estão descontente com a proposta apresentada pelo executivo municipal de quatro parcelas do INPC de 8,42%.
Em entrevista à Rádio Guaíba, o prefeito de São Leopoldo, Anibal Moacir, disse que nem ele nem ninguém da comissão que trata da greve sabia desta reunião, e que ficaria complicado em virtude da ocupação do prédio. "Nós não sabíamos quando o prédio seria desocupado e liberado. Ontem já foi complicado sair, quando os servidores invadiram. Eu posso dizer que o vice-prefeito ( Daniel Daudt Schaefer) é o nosso interlocutor para resolver esta questão e que na segunda-feira faremos uma reunião com representantes dos servidores", declarou.
Na manhã de hoje, professores resistiram a reintegração de posse feita pela Brigada Militar (BM). No entanto, os policiais não conseguiram entrar no prédio localizado na avenida Dom João Becker. A ocupação fez parte da greve da categoria, deflagrada há mais de 30 dias.
O grupo de professores passou a madrugada na prefeitura de São Leopoldo e bombas caseiras teriam sido arremessadas em direção ao prédio com a intenção de intimidar os integrantes do protesto.
Servidoras começam a deixar a prefeitura de São Leopoldo @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/LnT7TSvMxi — Eduardo Paganella (@EduPaganella) 10 julho 2015