Os professores grevistas devem acampar novamente na Praça da Matriz a partir das 7h desta terça-feira. Os docentes exigem a retirada ou a rejeição das propostas do Executivo que, segundo afirmam, atacam direitos dos trabalhadores e destroem os serviços públicos. A previsão é de que cerca de 3 mil pessoas ocupem o local, incluindo PMs e servidores do Ministério Público do Estado. "Estaremos mobilizados com bandeiras, faixas e sinetas", adiantou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira.
A greve não afetará o término do ano letivo. Levantamentos da Secretaria da Educação indicam que a adesão à paralisação corresponde a apenas 0,5% dos 80.104 professores ativos do Estado. Na manhã de hoje, os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Ernesto Tocchetto realizavam as últimas avaliações antes do início das férias, com início agendado para esta quarta-feira. "Na nossa escola nenhum professor paralisou as atividades", frisou a vice-diretora Maria de Lourdes Santini.
O Cpers/Sindicato não contesta os números apresentados pelo governo. O objetivo da mobilização, conforme a dirigente, é assegurar a manutenção da vigília na Praça da Matriz e não retirar professores de salas de aula. A previsão é de que as matérias de autoria do Executivo referentes à segurança pública e ao magistério, que integram o Plano de Valorização do Servidor e tramitam em regime de urgência, sejam apreciadas a partir das 14h de amanhã.
Professores devem acampar novamente na Praça da Matriz na terça
Manifestantes exigem a retirada ou a rejeição das propostas do Executivo referentes à classe